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A cantora Maria Rita, 42, que costuma ser bastante ativa no Twitter, disse que não consegue se calar diante da atual situação do Brasil e que tem uma responsabilidade familiar, mesmo ancestral ao fazer isso. “Sei quantas pessoas morreram pra gente estar aqui e ter esse monte de louco brincando com a democracia”, afirma.

Em entrevista ao canal do YouTube Papo de Música, a artista falou que sente uma mistura de angústia, raiva e sufocamento diante dos recentes acontecimento políticos. “Acho que mais hora ou menos hora o bicho vai pegar. Por isso, a gente precisa estar forte. Atento e forte. Atento porque estão brincando com a democracia, jogando com palavras, palavra é uma coisa muito forte.”

A cantora ainda comentou que a “escuridão” que estamos vivendo não começou agora e já estavam em suas músicas, como em “Vero” (2003). “Sempre tive isso, não sei se veio do útero, mas sempre tive esse negócio de justiça social. E gosto de colocar nas entrelinhas. Quem quer analisar, analisa; quem quer curtir, curte.”

Na entrevista, Maria Rita também recordou sua volta ao Brasil, após anos vivendo nos Estados Unidos e a forma como se identificou com o samba, gênero musical que afirma considerar o mais completo e emocionante. “O samba é o amor, é o desamor, é o ódio, é a resistência, é o berro político, é o berro malandro, é a palhaçada…”.

Maria Rita também recordou algumas de suas histórias com Arlindo Cruz, que ela afirma ser uma das pessoas que mais a ajudou a se encontrar no samba. Histórias que, segundo ela, são sempre uma zorra, uma bagunça boa, cheias de gargalhadas. “Ele me permitiu abraçar a sambista [que existe em mim].”

(Folha de S.Paulo)


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