O ex-prefeito Mário Paulain
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A Justiça Eleitoral negou no dia 16 deste mês, pedido de segredo de justiça ao ex-prefeito de Nhamundá, Mário Paulain, preso em flagrante na tarde do dia 07 de outubro do ano passado, por suspeita de compra de votos em favor do então candidato a governador, Wilson Lima (PSC).

De acordo com a defesa do ex-prefeito, a divulgação de informações contidas no aparelho celular de Paulain, apreendido por ocasião do flagrante, podem causar prejuízo à vida pessoal de seu cliente.

O desembargador Abraham Peixoto Campos Filho, relator do processo, no entanto, na sentença proferida, disse não haver elementos para aferir se o conteúdo do aparelho celular apreendido põe em risco algum interesse público ou social, como alega “genericamente” Paulain, para evitar vazamentos de conversas íntimas, de cunho pessoal, ou mesmo interpretações.

“Há de prevalecer o interesse público à informação, uma vez que se trata de suposta captação ilícita de sufrágio praticada por agente público”, destacou.

Para lembrar

Mário Paulain, ex-prefeito do município de Nhamundá (AM), foi preso no dia 07 de outubro de 2018, pela polícia da cidade, por suspeita de compra de votos para o candidato a governador do estado do Amazonas Wilson Lima (PSC).

De acordo com a polícia, o ex-prefeito portava material de campanha de vários candidatos ao governo, senado, entre outros, e cerca de R$ 2,2 mil em espécie.

Ele foi preso em um quarto de uma pousada com material diverso, como santinhos, adesivos, camisas, e dinheiro. A prisão foi feita na presença do juiz e do promotor eleitoral.

Em 2012, Mário Paulain, foi detido pela polícia porque ainda realizava campanha, em pleno dia devotação.

Em 2016 , Mário Paulain escapou de ser morto a tiros próximo a comunidade do Paraná do Aduacá, zona rural do município, quando fazia campanha eleitoral.

Veja a sentença que nega segredo de justiça:


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