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O ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) voltou a negar a possibilidade de deixar o cargo “por vontade própria”. Na sexta-feira (3), ele afirmou que “médico não abandona paciente” e complementou: “Esse paciente chamado Brasil, quem me pediu pra tomar conta dele foi o presidente”.

Jair Bolsonaro já havia afirmado que não pretende demitir Mandetta “no meio da guerra”, mas fez críticas ao chefe do Ministério da Saúde. Disse que falta “1 pouco de humildade” ao ministro.

Os dois têm perspectivas divergentes quanto à melhor forma de lidar com a crise do novo coronavírus no Brasil.

O presidente defende isolamento apenas para idosos e pessoas em grupo de maior risco como forma de evitar desgastes econômicos no futuro.

Já Luiz Henrique Mandetta pede que a população permaneça em casa enquanto o Brasil abastece os estoques de equipamentos médicos, sob o risco de sobrecarregar o sistema de saúde.

“Quando se tem um colapso, a economia sofre muito mais do que quando se controla [o número de casos]. Porque quando se tem um colapso, não tem outra alternativa a não ser uma quarentena horizontal, que nós não experimentamos no Brasil.”

A quarentena horizontal consiste na paralisação completa da circulação de pessoas, independente da faixa etária e pertencer ou não a um grupo de risco. A medida já foi adotada na Itália, França e Espanha, entre outros países.

Mandetta disse que a opção pelo “tratamento” mais adequado cabe ao próprio país – representado pelo presidente da República:

“Nós não estamos numa ilha. Isso aqui faz parte do governo do presidente Bolsonaro. Se eu estou aqui, é porque ele me nomeou. Se eu permaneço aqui, é porque ele tem a caneta para me manter ou para me tirar daqui.”


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