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METRÓPOLES – Gustavo Mendes ficou conhecido pelas suas paródias de políticos no teatro e nas redes sociais. A mais famosa era a imitação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na sexta 30/08, em espetáculo em Teófilo Otoni (MG), o humorista se desentendeu com a plateia após uma piada sobre Bolsonaro. Depois da discussão, o comediante expulsou os espectadores que insistiam em vaiar.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Mendes explicou o ocorrido. “Foi uma tentativa de censura, mas comigo não violão. Botei eles para correr porque fascista não tem lugar no meu show”, disse.

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É possível que você já tenha sabido o que aconteceu durante o meu show em Teófilo Otoni. Parte da plateia, insatisfeita com as piadas sobre Bolsonaro se sentiu no direito de dizer o que eu posso ou não posso falar nos meus shows. E Isso nunca, amiguinhos, nunca vai acontecer, porque isso se chama censura e eu não vou aceitar essa tentativa de intimidação. Principalmente vindo de pessoas que se articularam para isso. O problema daquelas pessoas não eram as piadas políticas. Ora, eu sou Gustavo Mendes. Minha trajetória sempre foi de assumir posições com força e transparência, mesmo sabendo que isso incomodava muita gente. O Humor é sempre OPOSIÇÃO. Esse é o papel do artista e principalmente o do comediante: incomodar os poderosos. Onde estavam essas pessoas quando eu debochava da Dilma? Debochava do Temer? Eu amo meu público, mesmo aqueles que votaram no Bolsonaro, mas não vou me calar diante do que está acontecendo hoje no Brasil: os milhões de desempregados continuam sem ver nenhuma medida que lhes dê esperança; nossa maior riqueza – a Amazônia – sendo devastada e um governo que incentiva o desmatamento; a promessa de acabar com a corrupção e um governo que tem seus corruptos de estimação; milhões passando fome e um governo que nega a existência da miséria. Quem não está cumprindo o que prometeu não sou eu. Onde está o Brasil melhor que foi prometido? Violência, corrupção, desemprego, nepotismo; tudo continua e piora porque o presidente está sempre mais ocupado em causar polêmica que governar. As pesquisas mostram que os que consideram seu governo ruim ou péssimo já são 40%. Amigos, não sou eu que invento esses números, nem sou eu que faz o povo deixar de gostar desse governo. O pior inimigo do Bolsonaro é ele mesmo. E os que apoiam os erros dele. Isso que aconteceu contra mim, infelizmente não é um privilégio meu. É uma nova onda de intimidação à liberdade de expressão: Roger Waters do Pink Floyd e Cateano foram vaiados; Miriam Leitão foi impedida de lançar seu livro numa Feira; Gleen – que denunciou a vaza jato – sofreu foguetaço em Parati; professores são filmados por alunos que se acham no direito de ser uma patrulha ideológica; e por aí vai. Você pode nã

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Confusão

Durante o show, Gustavo Mendes fez uma piada sobre Bolsonaro. Nesse momento, pessoas do público começaram a vaiar e a ofender o humorista. Ele tentou ponderar, mas seguiu ouvindo gritos como “vai fazer show na África” e “paguei para você contar piada”!. Irritado, disparou: “Eu quero vocês fora. Tchau!”.

Atualmente, ele tem conquistado milhares de visualizações com outra personagem: a ministra Damares Alves, que na releitura ganhou o nome de “Danada Alves”.


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