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Veja – O mercado judaico onde três pessoas foram mortas em Jersey City, nos Estados Unidos, foi “alvo” de um ataque planejado, divulgaram as autoridades policiais na quarta-feira, 11. Dentre os dois suspeitos de terem cometido o crime na terça-feira 10 era seguidor de um movimento associado ao antissemitismo.

“Havia muitas outras pessoas nas ruas. Havia muitos outros alvos disponíveis pelos quais eles passaram para atacar o local [mercado]”, disse James Shea, diretor de Segurança Pública de Jersey City, nesta quarta-feira. “[O mercado] era claramente o alvo deles, que tiveram a intenção de ferir as pessoas que estavam dentro”, concluiu Shea, apesar de reconhecer que a motivação do atentado ainda é objeto de investigação.

Após troca de tiros entre a polícia e os agressores, três civis foram encontrados mortos dentro do mercado. A identidade das vítimas ainda não foi divulgada. Além delas, o detetive Joseph Seals, da polícia de Jersey City, que estava nas proximidades investigando um caso não relacionado, morreu no incidente ao tentar conter os ofensores.

Dois suspeitos de terem cometido o crime também foram encontrados mortos dentro do mercado. Eles seriam um homem e uma mulher, identificados como David Anderson e Francine Graham, informou a emissora americana NBC. De acordo com as mesmas fontes consultadas pela NBC, “Anderson foi uma vez seguidor do movimento dos Israelitas Negros e suas páginas nas mídias sociais incluem publicações contrárias à polícia e ao judaísmo.

Os Israelitas Negros são considerados por acadêmicos como um movimento religioso “complexo” originado nos Estados Unidos há mais de um século, como afirmou o jornal americano The Washington Post em uma publicação não relacionada, de janeiro de 2019.

“As crenças variam amplamente, mas os grupos são unidos pelo princípio central de que os afro-americanos são os verdadeiros descendentes dos israelitas da Bíblia e que foram privados de sua verdadeira herança”, afirma o Post.

Algumas organizações associadas ao movimento dos Israelitas Negros, como a “Casa de Israel”, foram classificadas pelo Centro de Direito da Pobreza do Sul e pela Liga Anti-Difamação como “grupos de ódio” devido a suas mensagens contra pessoas de origem europeia, comunidades LGBT e judias, que também reivindicam descendência dos israelitas.

                                                             


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