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O promotor de justiça Cláudio Tanajura, coordenador da operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em entrevista coletiva concedida na quinta-feira (8) foi enfático ao afirmar que a Câmara Municipal de Iranduba era representada por uma quadrilha especializada em extorquir não só o povo local, mas, também, o empresariado e, sobretudo, os órgãos públicos instalados no município.

A bandidagem institucionalizada decretada na Câmara Municipal de Iranduba, segundo o promotor, era de tamanha ordem que qualquer projeto a ser aprovado pelos nobres vereadores só andava à de propina.

Conforme o coordenador do GAECO, o que mais escandaliza era o cinismo colocado em prática pela quadrilha para extorquir. O assalto, segundo Cláudio Tanajura, era público e praticado a qualquer hora do dia.

Um projeto podia custar até R$ 5 mil, independentemente da pessoa ou do órgão público interessado na sua aprovação.

“O Poder Legislativo de Iranduba virou um verdadeiro balcão de negócios, comandado por uma organização criminosa”, concluiu.

Entenda o caso

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Amazonas com apoio da Polícia Civil deflagrou, na da quinta-feira (8), a Operação Avaritia (Latin: cobiça), com o objetivo de cumprir dois mandados de prisão temporária, 15 de busca e apreensão e mais 15 de busca pessoal nas cidades de Manaus e Iranduba.

Os vereadores Kelison Dieb da Silva (MDB) e Jakson Pinheiro (PMN), suspeitos de participarem de uma organização criminosa que vinha praticando cobrança de propina para a aprovação de Projetos de Lei na Câmara Municipal de Iranduba, foram presos.

As investigações começaram em dezembro de 2018 pelos promotores de justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (GAECO).


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