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O promotor de Justiça, Jefferson Neves de Carvalho, junto a 7ª Var Criminal, expediu despacho solicitando que os autos da tumultuada prisão do advogado Sidney José Vieira de Souza, 35 anos, na noite do dia 8 de dezembro do ano passado, acusado de porte ilegal de arma de uso permitido, seja encaminhado ao 10° Distrito Integrado de Polícia, onde o flagrante foi lavrado.

Jefferson, quer que novas diligências sejam realizadas pela Polícia Civil, como ouvir a esposa do advogado a bacharel em direito, Samia Brena Furtado Monteiro Campos, e outras testemunhas da prisão, que não sejam policiais militares da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (ROCAM), mas populares que viram a ação dos PMs.

O representante do Ministério Público, requer ainda a identificação do proprietário da pistola Glock, calibre 380, supostamente apreendida em poder do advogado, uma vez que a arma possui numeração, sendo assim é possível saber a quem pertence.

Para o advogado, Sidney Souza, a decisão do promotor de pedir novas diligências, poderá provar de uma vez por todas que a arma encontrada dentro de seu carro quando ele foi preso, foi “plantada” por um policial da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (ROCAM).

“A arma tem uma numeração e através dela será possível saber a quem pertence a pistola”, o advogado, afirmando que irá até onde for preciso para comprovar de que sua prisão está ligada a desavença que sua esposa tem com o ex-marido, que é filho de um coronel reformado da Polícia Militar e irmão do major Bruno Azevedo.

Entenda o caso

O advogado Sidney Souza, foi preso no dia 8 de dezembro do ano passado por Policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (ROCAM), quando trafegava em seu carro um Honda Civic, preto de placas JXS 4393, na Rua Rio Purus, no Vieiraalves, Zona Centro-Sul de Manaus.

Na abordagem o policial Dillaney Silva, afirmou ter encontrado dentro do veículo uma pistola Glock, calibre 380.

Sdiney Souza, foi apresentado no 10º Distrito Integrado de Polícia, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante, pelo delegado Edney Marques, que liberou o advogado depois do pagamento de fiança.

Armação

Ao ser liberado Sidney Souza, disse que o flagrante foi armado pelos policiais da Rocam, por determinação do ex-cunhado de sua esposa, o major da Policia Militar, Bruno Azevedo, com quem ela tem enfrentado problemas depois da separação.

De acordo com o advogado, que denunciou o caso a Corregedoria da Polícia Militar, ao ser abordado, estava com sua enteada indo para uma formatura, e foi mantido o tempo todo longe de seu carro enquanto os policiais realizavam vasculhavam seu carro.

Sidney, afirma que um policial disse “tá limpo”, mas o soldado Dillaney, “que já tinha me falado que ia me dar mal por afrontar policiais, foi quem plantou a pistola”.

Outra versão questionada pelo advogado é o motivo da abordagem a seu carro, os policiais afirmaram no DP, que o veículo estava sem o lacre da placa, mas o mesmo estava com os PMs que o apresentaram na delegacia.

Corregedoria

O tenente coronel Euler Ribeiro, Corregedor da Polícia Militar, disse por telefone a reportagem do Fato Amazônico, que a sindicância instaurado para apurar o caso da prisão do advogado, está na fase final faltando apenas ouvir o tenente, que comandou a ação, mas está na operação em Humaitá.


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