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Veja – Quando soube que o furacão Dorian golpearia as Bahamas como um “monstro” com ventos de 350 km/h no domingo 1, Chella Phillips saiu pela capital do país, Nassau, recolhendo cães abandonados. Reuniu 97 deles sob seu teto, dos quais 79 foram alojados em sua suíte. Ela dirige uma organização não-governamental, “Os Cães sem Voz de Nassau”, dedicada a acolher os animais das ruas.

“Sou aquela pessoa chamada de a louca dos cachorros de rua”, identifica-se Phillips em seu perfil no Facebook. “Tem sido insano desde a noite passada (domingo), limpando coco sem parar. pelo menos eles estão respeitando minha cama e nenhum ousou pular nela”, relatou em um post na segunda-feira, 2.

Phillips se diz de “coração partido” por ter deixado outros cães nas ruas de Nassau. Ela relatou ter colocado barreiras nas portas e janelas, por temor de inundação, e mantido música em toda a casa para acalmar os animais. Seu irmão, que dormiu apenas por uma hora, a ajudou a tratar dos cães na noite de domingo, 1. Ela mesma manteve-se acordada a noite toda.

Por meio de uma vaquinha virtual, Phillips conseguiu arrecadar pelo menos 68.000 dólares para manter e cuidar dos cachorros. “Rezo pelas outras ilhas que sofreram destruição inimaginável, e não vejo como qualquer pessoa e qualquer cão poderia sobreviver nas ruas. Meu coração está com eles”, afirmou.

As Bahamas continuam sofrendo os efeitos do furacão, que causou a morte de cinco pessoas. Muitas pessoas feridas ainda não foram alcançadas pelas equipes de resgate por causa das condições meteorológicas e dos riscos ainda presentes. Pelo menos 13.000 casas foram inundadas, e a ilha de Ábaco, no norte do país, foi totalmente destruída.


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