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Rio Preto da Eva – “O policiamento aqui é zero. Polícia aqui não existe”, a afirmação é de um mototaxista do Rio Preto da Eva, que temendo represália pediu para não ter o nome divulgado. A revolta no município não é apenas dele, mais dos outros 92 profissionais que integram as duas associações que estão aterrorizados com a onda de violência que tomou a pequena cidade de mais de 28 mil habitantes, onde na madrugada do último sábado foi executado com um tiro na nuca, o comerciante e mototaxista Antônio de Souza da Frota, 36 anos, o “Antônio Mambira”, que morava no bairro de Monte Castelo II.

O corpo de Antônio, foi encontrado na manhã de sábado em um matagal, no ramal da comunidade do Francisca Mendes, localizado no quilômetro 82 da estrada Am 010 (Manaus/Itacoatiara). Os pés e as mãos do mototaxista estavam amarradas e ele com um tiro na nuca, crime com características de execução ou vingança.

O corpo foi velado na Associação dos Mototaxistas, na Rua Barão do Solimões, e o enterro foi realizado no cemitério Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

De acordo com os mototaxistas, a vítima estava no ponto onde eles trabalham, localizado na parte central do Rio Preto, quando ele teria saído para uma corrida. “Como ele demorou a voltar começamos a ligar para o telefone dele”, disse um amigo de profissão, afirmando que ficaram preocupados, mas imaginaram que Antônio Mambira, poderia ter ido para sua casa.

O mototaxista disse que, pela manhã ao serem informados de que Antônio Mambira continuava desaparecido, os profissionais iniciaram as buscas pelo paradeiro do companheiro e por volta de 12h encontraram o corpo dele no meio de um matagal na comunidade do Francisco Mendes.

“Não roubaram nada dele”, informou um amigo, acrescentando que a motocicleta de Antônio Mambira, estava no local do crime e o celular foi encontrado dentro do mato a cerca de 50 metros do corpo.

Versões para o crime

O crime, que para a polícia não foi latrocínio (assalto seguido de morte), está cercado por mistérios.

Em Rio Preto da Eva, Antônio Mambira, que além de mototaxista era proprietário de um mercadinho teria sido assaltado e ele reagiu e os bandidos em represália teriam lhe matado.

Outra versão, que ronda a cidade, era de que Mambira e outros mototaxistas teriam encontrado uns bandidos que andavam roubando motos da categoria, eles entregaram os ladrões a polícia e os assaltantes teriam prometido vingança.

Uma terceira versão, teria aparecido em uma página do Facebook, onde estava escrito “quem mata morre”. Mas essa não foi confirmada pelos amigos.

No DIP nenhuma informação

Estivemos na delegacia do Rio Preto da Eva, mas lá os policiais afirmaram ter a ordem do delegado Normando Rocha, de não passar nenhuma informação a respeito da morte de Antônio Mambira a ninguém.

De acordo com os mototaxistas, o delegado, que não mora no Rio Preto da Eva, passa os finais de semana em Manaus.


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