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O promotor de Justiça Carlos Fábio Braga Monteiro, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, emitiu na última sexta-feira (4) parecer favorável pela transferência do assistente administrativo Renato Fabiano dos Santos Benigno, do Centro de Detenção Provisória, localizado no quilômetro 8 da BR 174 (Manaus/Boa Vista) para a carceragem do Comando Geral da Polícia Militar, em Petrópolis, Zona Sul de Manaus. Mas, o representante do MP foi contrário ao pedido da defesa da realização de uma reconstituição dos fatos, por entender que não resta dúvidas a respeito da dinâmica fática, em seu eixo central, a qual encontra sustento em provas, inclusive filmagens, as quais se demonstram suficientes a permitir o entendimento dos acontecimentos da maneira como ocorridos.

Renato é acusado de, na madrugada do dia 12 de maio, engavetar o veículo que dirigia, uma picape S-10, de cor marrom e placas OAK 2643 em um Fiat Strada, de placas JXP 6657, matando José Henrique Monteiro Galvão, de 18 anos e Keyllene Nogueira de Almeida, deixando ferido ainda Rodrigo de Oliveira Barroso, Weslem Tavares e Silva e Jhony Lemos Rodrigues.

Mas, em seu parecer o promotor deixa claro que: “Portanto, inegável estar o requerente em situação de insustentável insegurança diante da falência do aparato estatal em cumprir com o seu mister legal. Tal situação há de ser comunicada às autoridades estaduais para que, após ciência oficial e formal da condição irregular do CDP, possam iniciar tomada de providências urgentes para saná-la”.

Fábio Monteiro, emitiu parecer favorável depois que o diretor do Centro de Detenção Provisória, Nonato dos Santos Amaral, respondeu os questionamentos do promotor que emitiu despacho pedindo comprovação de que há risco (perigo concreto, sério e real) à integridade física e à vida do acusado.

No ofício encaminhado a 1ª Vara do Tribunal do Júri, o diretor afirma que Renato Benigno, vem sofrendo rejeição por parte dos outros internos e que ele, apesar de estar em um local designado pela direção chamado de "seguro", o interno vem sofrendo ameaças de morte, por causa da repercussão do fato ocorrido.

O diretor termina o oficio afirmando que a permanência de Renato Benigo no Centro de Detenção Provisória não é seguro porque o local não oferece segurança a sua integridade física, moral e consequentemente salva-resguardar a sua vida.

O acidente

Keyllene Nogueira, foi uma das vítimas fatais a colisão na Ponta Negra

O acidente ocorreu por volta de 5h do dia 12 de maio, na Avenida Coronel Teixeira, Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. As vítimas voltavam de uma casa de forró localizada no bairro Tarumã e estavam empurrando um veículo em pane para o acostamento quando foram atingidas pela picape modelo S10. Keyllene e o cunhado José Henrique morreram na hora. Eles tiveram membros inferiores e superiores mutilados.

Logo após o acidente, o motorista Renato Fabiano dos Santos Benigno foi preso e levado ao 19º Distrito Integrado de Polícia, onde o auto de prisão em flagrante foi lavrado por homicídio doloso, lesão corporal, embriaguez ao volante e condução de veículo sob efeito de bebida alcoólica em seguida ele foi encaminhado a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa.


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