Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

METRÓPOLES – Uma mulher de 41 anos, mãe de cinco filhos, pode passar até mais 28 anos na prisão por queimar o marido vivo e assisti-lo morrer em dezembro de 2016. A australiana Kate Stone está sendo julgada esta semana e, durante os 22 dias do processo, afirmou ser inocente, mesmo depois de um júri popular na cidade de Bendigo ter decidido pela sua culpa.

No dia do assassinato, Darren Reid e Kate estavam em casa com duas de suas filhas. A mulher derramou sobre a vítima uma mistura de tolueno e xilol que mantinha na garagem, ateou fogo e fez com que ele tivesse 95% do corpo queimado.

Darren foi visto envolto em chamas pela filha de 16 anos, gritando que iria morrer. Seu corpo foi encontrado por paramédicos em uma banheira, 30 minutos depois, ainda consciente, com suas roupas queimadas e coladas em sua pele.

Levado a um hospital da cidade, o homem morreu no dia seguinte. “Suas últimas horas conscientes foram de agonia e se passaram na certeza de que ele iria morrer”, afirmou o juiz Lesley Taylor. “Suas ações foram desprezíveis. Por nenhuma razão óbvia, você acabou com a vida do homem que dizia amar de uma maneira excruciante, fazendo-o sofrer uma dor inimaginável ”.

Questionada sobre quais os motivos que a levaram a cometer o crime, ela afirmou que suas lembranças do dia são “opacas”. Em depoimento, a mãe da vítima afirmou que, no dia anterior, ele havia ligado dizendo ter perseguido pela mulher, que usava uma faca.

A madrasta de Darren, também durante o julgamento, disse que, na tarde de sua morte, ele havia dito para a esposa que pretendia pedir o divórcio. Quando levada para a delegacia, depois do crime, Kate ainda argumentou amar demais o marido e jamais ter sido violenta — algo contradito pelos vizinhos, que afirmaram ouvir muitas brigas.

Ela também mentiu para os policiais, alegando que a morte foi causada por três homens que, segundo ela, haviam ameaçado sua família. Condenada a 34 anos de prisão, ela já havia passado 2 anos e meio presa em custódia. As informações são do The Guardian.


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •