Creuza Gonçalves foi diagnosticada com câncer de mama aos 45 anos e ‘Sino Dourado’ marca o fim do tratamento contra o câncer
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O momento em que o paciente oncológico recebe alta é marcante. O sentimento é de felicidade por ter lutado contra o câncer e obtido vitória, e a forma encontrada para comemorar a conquista é tocando o ‘Sino Dourado’. Foi o que contou a dona de casa Creuza Maria de Castro Gonçalves, 61 anos, após receber alta oncológica da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) no mês de abril do ano passado.

O ‘Sino Dourado’ foi implantado há sete meses pelo Serviço de Humanização no ambulatório da unidade hospitalar, referência na região Norte no tratamento de câncer, depois que dona Creuza Gonçalves recebeu alta. Mas ela disse que não importava, e o desejo de tocá-lo foi realizado nesta terça-feira (30/4), em um ato simbólico marcado pela emoção dos pacientes que estavam no local aguardando atendimento.

A participação no ato de tocar o sino é espontânea, como no caso da dona Creuza Gonçalves. Ela alertou que nunca se pode duvidar que é possível obter a cura. “Foram 16 anos esperando a alta de um câncer de mama. Os acompanhamentos dos Serviços Social e de Psicologia foram importantes durante o tratamento. Retirei a mama, fiquei careca devido à terapia, mas sempre me incentivaram a continuar. Jamais desanimar”, destacou.

Doença – Creuza Gonçalves contou que descobriu um nódulo no seio esquerdo quando tinha 45 anos. Ela disse que a informaram que não era nada. Entretanto, decidiu solicitar um encaminhamento à FCecon, onde passou pela triagem, consulta oncológica e biópsia.

“O resultado positivo para câncer não foi fácil. Fiz cirurgia e quimioterapia. Foram longos 16 anos entre tratamentos e acompanhamentos. Mas não há palavras para definir a felicidade quando se recebe a notícia da cura. Hoje, posso comemorar os oito meses de gravidez de minha filha e aguardar o nascimento de minha neta”, comemorou.

Altas oncológicas – Assim como dona Creuza Gonçalves, mais de 600 pacientes receberam altas oncológicas da Fundação nas especialidades de Mastologia, Urologia, Ginecologia, Cirurgia Oncológica e de Cabeça e Pescoço em 2018, que representou o aumento de 29%, quando comparado com o ano de 2017 – 465 altas.

Inspiração – Conforme o diretor-presidente da FCecon, mastologista Gérson Mourão, o ‘Sino Dourado’ foi instalado inspirado em iniciativas semelhantes existentes no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, no A.C. Camargo e no Hospital de Câncer de Barretos, ambos em São Paulo. Ele explicou que o paciente precisa tocá-lo três vezes, mas ganhou novas funções.

“O paciente toca quando recebe a notícia de uma biópsia negativa, a alta de atendimento oncológico, término da Quimioterapia e/ou Radioterapia. Tudo é motivo para comemoração. Por isso, queremos a adesão do maior número de pessoas possíveis, que possam compartilhar uma notícia tão importante, que é a cura do câncer. Isso serve de motivação para os pacientes que estão iniciando o tratamento”, frisou.

Protocolo Pós-Tratamento – A Portaria do SUS nº 1.008/2015 estabelece que as pacientes curadas devem ser acompanhadas por um período de cinco anos, por meio de equipe multidisciplinar. O exame físico deve ser realizado a cada período de três a seis meses para os primeiros três anos; a cada seis a 12 meses para os seguintes quatro e cinco anos; e depois, anualmente, quando passam a ser atendidas pelas UBSs, para realização de exames de rotina.

Antes da obtenção da alta oncológica, a paciente realiza consultas médicas, exames de imagem, por exemplo, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros.  Os procedimentos são adotados para se certificar que a paciente obteve a cura da neoplasia.

Câncer de mama – Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo de neoplasia mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano.

Para a região Norte são estimados 1.730 novos casos de câncer de mama por ano. O Inca projeta para o Amazonas cerca de 420 (20,60%) novos casos de câncer de mama (2018-2019).

A detecção da neoplasia é feita por meio do exame de mamografia. O exame é feito com prescrição médica e recomendado para as mulheres acima de 40 anos, que podem obter informações sobre os procedimentos nas unidades básicas de saúde. O tratamento para a neoplasia envolve o tripé cirurgia, radioterapia e quimioterapia, ofertado pela FCecon.


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