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Olá Navegantes!

Baixamos a âncora para aprendermos nas próximas semanas sobre os Transtornos do Neurodesenvolvimento, mencionados na nossa última conversa. Hoje abordaremos o Transtorno do Desenvolvimento Intelectual.

Sim! A nomenclatura correta é Deficiência Intelectual, e não “deficiente mental”, “retardado”, “doente mental”, “mongoloide”, entre outros termos pejorativos. Não se deve brincar com isso e muito menos se referir a alguém dessa forma. Não permita que a ignorância ou rudeza se perpetue em nossa sociedade. Se você ouvir alguém falando incorretamente não tenha receio de ensinar a essa pessoa o termo correto.

O Transtorno do Desenvolvimento Intelectual é um transtorno com início no período do desenvolvimento e que inclui déficits funcionais, intelectuais e adaptativos, nos domínios conceitual, social e prático. Calma que eu vou simplificar o que você acabou de ler e tudo vai ficar esclarecido rs.

O transtorno se apresenta durante o período de desenvolvimento, ou seja, na infância. (Existem algumas exceções e falaremos delas mais tarde) Caso o transtorno seja identificado antes dos cinco anos de idade é chamado Atraso Global do Desenvolvimento, pois o nível de gravidade clínica não pode ser avaliado de modo confiável antes desse período. Esta categoria é diagnosticada quando um indivíduo fracassa em alcançar os marcos do desenvolvimento esperados em várias áreas da função intelectual.

A deficiência intelectual inclui déficits funcionais, ou seja, em atividades funcionais e neuropsicomotoras, como dificuldades para engatinhar ou amarrar os cadarços, por exemplo. Também inclui déficits intelectuais, como dificuldades para resolver problemas e compreender ideias abstratas. E por fim abrange déficits adaptativos como comunicação e participação social.

O diagnóstico de deficiência intelectual baseia-se tanto em avaliação clínica quanto em testes padronizados das funções adaptativa e intelectual. E pode ser classificada como moderada, grave ou profunda.

Quando a deficiência intelectual está associada a uma síndrome genética, pode haver uma aparência física característica (como na síndrome de Down) Algumas síndromes se referem a comportamentos específicos, característicos de determinado transtorno genético (como na síndrome de Lesch-Nyhan).

Nas formas adquiridas, o aparecimento pode ser abrupto, após doenças como meningite ou encefalite ou traumatismo encefálico durante o período do desenvolvimento. Quando a deficiência intelectual decorre de perda de habilidades cognitivas previamente adquiridas, como em lesões cerebrais traumáticas, pode ser atribuído tanto diagnóstico de deficiência intelectual quanto o de um transtorno neurocognitivo.

Embora a deficiência intelectual em geral não seja progressiva, em algumas doenças genéticas (como a síndrome de Rett) há períodos de piora seguidos de estabilização, e, em outras (como a síndrome de San Phillippo), ocorre piora progressiva da função intelectual.

Dito tudo isso, é importante estar atento aos marcos do desenvolvimento da criança, para que não distem muito da curva da normalidade para determinada idade, sendo, obviamente consideradas as singularidades de cada indivíduo. Em todos os casos é importante a avaliação multiprofissional, e o exemplo de hoje é o profissional de fonoaudiologia. Algumas crianças tem dificuldade de aprender ou se comunicar e não necessariamente tem deficiência intelectual, mas podem ter problemas auditivos e/ou na dicção.

Por falar nisso, Transtornos da Comunicação é nosso próximo tema. Nosso momento aqui é curto e obviamente não cabem todas as informações sobre cada tema, mas pode ficar tranquilo que você sempre sairá daqui levando consigo o essencial para continuar navegando na psicologia e fazer a diferença na saúde mental em sua comunidade. Continue conosco nessa jornada incrível!

Espero ver você por aqui de novo semana que vem!

Syrsjane N. Cordeiro

Psicóloga pelo UNASP – SP, Especialista em Saúde Mental. Já atuou como psicóloga na prevenção e promoção de saúde na atenção básica (2014); na prevenção e promoção de saúde indígena no Alto Rio Solimões (2015); atuou também na área da assistência social, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).


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