Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

O racha entre o prefeito de Parintins, Alexandre da Carbrás (PSD) e o vice-prefeito, Carmona Filho (PMDB) sinaliza que terá novos desdobramentos, na semana que se inicia, e deverá parar na Justiça. Depois dos blogs, os dois foram às Rádios e se acusaram mutuamente, decretando definitivamente o fim de uma relação, que não deu certo. O “casamento” deles nem teve lua de mel e provocou um rompimento que já dura quase um ano.

Primeiro, Carmona, disse, em alto e bom tom, que foi humilhado, por Alexandre, e que irá recorrer a Justiça, para agora, assumir de fato e de direito o cargo de prefeito interino, quando o titular viajar. “Eu fui humilhado. Eu e minha família, fomos muito humilhados. Ele proibia os secretários de despachar comigo. Eu nunca tive senha de banco, nunca assinei cheque. Ele ( Carbrás) nunca me avisou quando ia viajar. Mas agora eu vou ingressar na Justiça, para ter as senhas das contas da Prefeitura, que eu por Lei tenho direito”, protestou o vice e completou: “Agora, eu é que não quero saber de papo com ele”,

Alexandre reagiu duramente. O prefeito afirmou que Carmona não trabalha e pediu ainda que ele devolva o dinheiro que o filho e a mulher dele receberam, na função de secretaria Extraordinária, e de servidor na Representação em Manaus, respectivamente, sem dar expedientes.“Ele é dissimulado, infantil e imaturo. Se ele quiser iniciar o respeito com a população parintinense, que devolva o dinheiro de 14 meses que a esposa dele ganhou da Prefeitura, com salário de R$ 10,3 mil, sem trabalhar e do filho também”, acentuou. Se somado o total dos dois salários, dos últimos meses, daria uma média de 200 mil.

Sobre dar a senha do banco ao vice, o prefeito ironizou: “ Me estranha muito o Carmona está tão preocupado em pegar a senha, das contas da Prefeitura. Quando ele foi presidente do Caprichoso, a auditoria revelou que passaram quase R$ 2 milhões na conta pessoal dele e era dinheiro público”, afirmou Alexandre. “ Carmona passa a imagem para a população que ele não tem”, concluiu.

"Não ataquei o prefeito. Fui colocar para a população o que estava acontecendo. Mas ele levou para outro lado. Ele que é dissimulado, incompetente, grosseiro, prepotente e ditador. As pessoas não acreditam no que ele fala", afirmou Carmona, ao DeAmazônia, após a entrevista do prefeito nas Rádios. "Além de recorrer a Justiça e a todos os meios legais para assumir a Prefeitura, vou ingressar com meu advogado com ação de danos morais para que ele prove algo ilícito que fiz no Caprichoso. Tenho documentos de que não respondo a nenhum processo judicial sobre o caso", concluiu o vice-prefeito.

Sem acordo

A rixa entre o prefeito de Parintins e o vice, exposta publicamente, nas emissoras de Rádio, da cidade, desvelaram a quebra de acordos políticos. Carbrás deu detalhes da conversa, com Carmona, que deixou muita gente com a barba de molho.

Se não fosse

Carmona, disse que se não fosse o grupo político dele – lê-se: família Cardoso, e o boi Caprichoso da então presidente Márcia Baranda – Alexandre jamais teria chegado a Prefeitura. “Fomos nós, juntos, unidos, que vencemos”.

Só a família

Carmona foi acusado de abandonar os amigos, quando sentou na cadeira de vice-prefeito. Alexandre aproveitou a deixa e sacramentou: “Ele (Carmona) só pediu emprego para a mulher e o filho. E eu disse: e os teus amigos?. Carmona respondeu: a minha família são os meus amigos”, alfinetou Carbrás.

Cassação

O prefeito disse ainda que se quisesse poderia provocar a cassação do mandato do vice. Primeiro, porque ele nunca assumia o cargo interinamente, na ausência do titular, e segundo, de acordo com Alexandre, porque Carmona fez viagens para fora do Brasil (Aruba, no Caribe) e também para o Sudeste do país e não pediu autorização a Câmara Municipal.

Repercussão

O vale tudo, entre Carbrás e Carmona, chegou ao Congresso, onde está o senador Eduardo Braga (PMDB) e foi parar também em Manaus, no gabinete do governador Omar Aziz(PSD) e do vice-governador, José Melo(PROS). O prefeito insinuou que a provocação de Carmona era a mando de alguém, por causa das eleições que se aproximam. Nas entrelinhas, o “alguém” seria Braga. Amigos próximos ao vice refutaram essahipótesee disseram que o prefeito tenta desviar o foco.

Fonte – DeAmazônia.com.br


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •