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A definição de novas estratégias de controle da malária está entre os principais objetivos da Reunião de Avaliação das Ações de Vigilância, Prevenção e Controle da Malária no Amazonas. O evento, realizado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), iniciou nesta segunda-feira (23/09) e termina sexta (27/09), no auditório da Faculdade Estácio, na Constantino Nery, gerentes de endemias, apoiadores técnicos e representantes do Distrito de Sanitários Especiais Indígenas (Dsei)  de 40 municípios do Estado, além de representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), do Ministério Saúde (MS) e da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz-RJ).  

Na abertura, nesta segunda-feira, que contou com a presença do secretário estadual de Saúde, Rodrigo Tobias, a necessidade de reforçar o trabalho de prevenção foi destacada por todos. O secretário disse que é importante reconhecer os avanços alcançados este ano na redução dos casos, mas ressaltou que é preciso reforçar o controle para avançar na erradicação da doença.

O número de casos notificados de malária no Amazonas reduziu 20%, no período de janeiro a agosto de 2019, em comparação com o mesmo período do ano de 2018. Foram 41.062 casos ano passado, contra 51.566 ano passado.

Segundo Tobias, o avanço na redução deve-se ao trabalho integrado entre a assistência e a vigilância em saúde. “Trata-se da união das ações entre que vem sendo feita entre o agente de endemia e o agente comunitário de saúde, na identificação e tratamento dos casos. Essa experiência do Estado será apresentada na Conferência Internacional sobre malária, em São Paulo, entre 07 e 08 de outubro”, revelou.

O secretário ainda anunciou o lançamento, durante o a oficina em Manaus, de um selo em homenagem aos municípios que eliminarem o falciparum e apresentarem baixa transmissão da malária.

Para a representante da Coordenação Nacional do Programa de Controle da Malária do Ministério da Saúde, Paola Marchesini, o Amazonas está de parabéns por promover de forma inédita um encontro que reúne em um único evento municípios como muita transmissão e pouca transmissão. “O nosso trabalho é promover a saúde e evitar que as pessoas adoeçam, portanto, nesta oficina estamos olhando com cuidado os municípios de baixa transmissão que normalmente é ignorado pela gestão por não ter casos, sendo que o correto é isso mesmo, não ter casos ou seja é preciso manter a vigilância ativa para alcançar bons resultados”, pontuou.  

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De acordo com a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, o evento dessa semana vai direcionar e ajudar os municípios no planejamento das ações contra a malária no ano que vem. “O trabalho que fizemos esse ano fez muita diferença, foram dez mil e quinhentas pessoas que não adoeceram, quando comparamos com o ano passado. A meta é avançarmos em nossas ações junto com os municípios e os parceiros que estão aqui”.

Programação – A programação da oficina é intensa e abordará temas como: “Conhecendo os fatores determinantes e condicionantes que potencializam o aumento de casos de malária”, “O uso do Sistema de Informação da Malária como instrumento para tomada de decisão nas ações de prevenção, controle e eliminação da malária”, “Supervisão em laboratórios- princípio determinante para o processo de gestão”, “Estratégias de aprimoramento do processo de trabalho: Planejamento das ações”.

Interior – O Boletim Epidemiológico de Malária aponta que, dos 62 municípios amazonenses, 38 cidades apresentaram redução de incidência da doença: Tabatinga, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Fonte Boa, Jutaí, Alvarães, Japurá, Juruá, Tefé, Anamã, Anori, Manacapuru, Novo Airão, Codajás, Autazes, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Manaus, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, Itacoatiara, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Silves, Urucará, Maués, Carauari, Envira, Guajará, Itamarati e Borba.

Já os municípios que apresentaram aumento da incidência da doença foram 20: São Paulo de Olivença, Maraã, Uarini, Beruri, Caapiranga, Coari, Manaquiri, Nova Olinda do Norte, Nhamundá, Eirunepé, Ipixuna, Boca do Acre, Canutama, Lábrea, Pauini, Tapauá, Apuí, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã. Outras três cidades do Amazonas (Urucurituba, Boa Vista do Ramos e Barreirinha) não apresentaram nenhum caso de malária.

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