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Veja – Poucos mercados cresceram tanto nas últimas décadas como o de produtos para a proteção da pele. Em 2012, seu faturamento global foi de 99 bilhões de dólares em todo o mundo — neste ano, já encostou na casa dos 140 bilhões de dólares. Estima-se que, em 2025, chegue a 190 bilhões de dólares. As clientes preferenciais são as mulheres, levadas por um instinto de adaptação a um movimento que a escritora e crítica de arte Susan Sontag (1933-2004) definiu como um duplo padrão de comportamento: para os homens, rugas são marcas do tempo, sinônimo de experiência; para o universo feminino, são uma caminhada que precisa ser interrompida, inaceitável para a sociedade.

Houve, como alimento desse frenesi pelos cremes, a constatação de que o sol provoca câncer. E há, agora, outra novidade, afeita a multiplicar as vendas: estudos recentes comprovaram os danos causados pela poluição ambiental, atalho para a degradação das fibras de colágeno, a proteína que dá estrutura à pele.

As empresas, com um olho no lucro e o outro no zelo pela cútis, lançaram dezenas de produtos, entre cremes, hidratantes e filtros, desenhados para os sujos centros urbanos. “Moradores de lugares poluídos têm 20% mais rugas e manchas que os que residem em locais mais limpos”, diz o dermatologista Jardis Volpe. Há uma agravante. Diferentemente da luz solar, que dá sinais claros da agressão, como vermelhidão e queimaduras, a poluição causa danos silenciosos, que tendem a ser subestimados. De acordo com a OMS, 90% da população mundial está exposta a elementos nocivos do ar. O cuidado é sempre bom.


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