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Centenas de manifestantes protestaram nesta terça-feira, 15, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza contra os acordos assinados pelos Emirados Árabes Unidos e Bahrein com Israel para normalizar suas relações. A negociação foi considerada pelos palestinos uma “traição” à causa.

Agitando bandeiras palestinas, os manifestantes, a maioria usando máscaras para se proteger do coronavírus, se concentraram nas cidades de Nablus e Hebron, no norte e no sul da Cisjordânia, e na Cidade de Gaza. Uma manifestação também estava planejada em Ramallah, sede da Autoridade Palestina na Cisjordânia.

Frases como “Não à normalização da ocupação israelense”, “Os acordos da vergonha” e “Traição” podiam ser lidas nos cartazes. Em Gaza, os manifestantes pisotearam e incendiaram pôsteres com a imagem do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o rei do Bahrein, Hamad bin Isa Al Khalifa, e o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Mohamed bin Zayed al Nahyan.

“Dizemos ao regime do Bahrein e aos Emirados que essa normalização é uma traição total à causa palestina e às esperanças da nação árabe”, disse Ahmad al Medalal, líder da Jihad Islâmica em Gaza. 

A assinatura dos acordos de normalização programados para terça em Washington marca “um dia negro” na história do mundo árabe, declarou o primeiro-ministro palestino Mohamed Shtayé na segunda. 

No passado, a resolução do conflito israelo-palestino era considerada uma condição indispensável para a normalização das relações entre os países árabes e Israel, que em particular ocupou os territórios palestinos da Cisjordânia e Jerusalém Oriental por mais de 50 anos. 

Nos últimos anos, Israel e os Estados Unidos tentaram convencer os países do Golfo a inverter a equação com base no medo comum do Irã e, assim, normalizar suas relações com o Estado hebreu sem uma paz israelense-palestina prévia.

Netanyahu, que chegou à capital dos Estados Unidos na segunda, saudou os “acordos de paz históricos” com os Emirados e Bahrein, dois países com os quais Israel nunca esteve em guerra. (Estadão)


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