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O presidente da CMO (Comissão Mista de Orçamento), senador Marcelo Castro (MDB-PI), encerrou audiência pública após bate-boca do ministro Paulo Guedes (Economia) com congressistas.

O deputado Glauber Rocha (Psol-RJ) disse que Guedes teve ganhos bilionários no setor de educação com negócios privados antes de assumir o Ministério da Economia.

Guedes declarou que não estava na CMO para comentar sobre finanças pessoais, e que o congressista estava querendo ganhar voto. “Se ele (Glauber) quiser fazer alguma coisa a respeito disso. Eu vou conversar depois de outro modo”, criticou.

Também afirmou que políticas econômicas liberais, iniciadas em 2014, com o então ministro da Fazenda, Joaquim Levy, levaram ao deficit nas contas públicas que o país se encontra até hoje. Glauber destacou que, de 2002 a 2013, houve superavit primário.

“Eu quero parabenizar a geração de superavit primário. (no período), mas quero dizer que hoje estamos estamos muito mal por causa do final da história, que ele [Glauber] não contou. Só o início. O início é bonito“, disse Guedes.

Durante o tempo de fala do ministro, o deputado do Psol interrompeu as respostas e foi criticado pelo presidente da CMO, senador Marcelo Castro (MDB-PI). “Vossa Excelência é 1 parlamentar. Sabe as regras“, repudiou.

Guedes ainda afirmou que os governos anteriores foram responsáveis por quebrar as estatais e desmontar os fundos de pensão. De acordo com o ministro, o desmonte do Estado foi feito “por dentro“.

Na saída da audiência, Guedes comentou o caso: “O Congresso é super construtivo. Agora, tem uma minoria que não sabe o que é democracia. Quer falar sozinho, e não deixa os outros falarem. Era minha hora de falar e ele ficou falando e me ofendendo“, afirmou Guedes. (Poder 360)


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