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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) pediu, nessa segunda-feira (02/09), a prisão temporária dos anfitriões da festa onde morreram Roseli Sousa Santos, 33 anos, e Aneilton Vitorino da Silva, 29, no último domingo (01/09/2019). Após um conflito de versões e dificuldade em encontrar testemunhas que colaborem com as investigações, a 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), que investiga o caso, acredita que as vítimas tenham sido assassinadas após chamarem a dona da casa – e aniversariante – de “vagabunda”. As informações são de Metrópoles.

A delegada-chefe da 6ª DP, Jane Klébia, acredita que o namorado da mulher ofendida, identificado como Jones dos Santos Amancio, 24, tenha se irritado após ouvir a namorada ser xingada e partido para cima de Roseli, que foi atacada com pelo menos dois golpes de faca. Aneilton tentou intervir e foi atingido, inicialmente, com vários socos. Depois, o assassino teria pegado tijolos e uma grelha de churrasqueira para nocauteá-lo.

“Ao fim de tudo isso, ele sentou ao lado do corpo e começou a enfiar e tirar a faca. O perito contou 10 perfurações”, detalha a delegada.

Roseli

Para resolver o mistério e saber, de fato, o que aconteceu na madrugada de domingo (01/09/2019), a polícia tenta localizar o assassino e a mulher, que estão em paradeiro desconhecido, e traçar uma narrativa condizente com a de testemunhas.

“Tinha cerca de 50 pessoas no início da festa. No momento do crime, eram umas 20, mas ninguém está disposto a colaborar. Vizinhos também parecem ter medo do suposto autor e não disseram nada”, conta Jane.

Segundo a chefe da 6ª DP, o suspeito é um homem muito agressivo e já tem passagens por violência doméstica contra a mulher que ele defendeu dos xingamentos. “Tem um registro de Maria da Penha contra esse rapaz. Ele bateu tanto nela que o olho quase pulou para fora.”

Briga e ameaças

Roseli foi casada com Aneilton por 10 anos. Os dois tiveram sete filhos, e a mulher possui mais um par, de outros relacionamentos. Os dois estavam separados havia cerca de três meses, e há histórico de violência doméstica praticada pelo ex-companheiro contra ela. A mulher, porém, nunca registrou ocorrência – porque acreditava, conforme relatos de testemunhas, que ele iria agredi-la ainda mais.

Na festa, marcada por confusão entre convidados, Roseli teria ameaçado a atual namorada de Aneilton com uma faca. “Essa namorada dele era muito amiga dos donos da casa. A gente ainda está investigando se essa briga tem relação com as ofensas e com o duplo homicídio”, acrescentou a delegada.

Reviravolta

O caso foi tratado inicialmente como feminicídio seguido de linchamento. Por volta das 5h, o pai da dona da casa estranhou que o som da festa tinha sido desligado de repente. Ao chegar ao imóvel, deparou-se com a casa vazia e o corpo de Roseli estendido no chão da cozinha. No quintal, Aneilton estava de bruços.

A informação sobre o linchamento do homem foi repassada a policiais militares e, depois, à delegacia. “A equipe do patrulhamento rural foi a primeira que chegou ao local e recebeu o relato de populares de que ele havia matado a companheira e sido linchado em seguida. Tudo isso nós estamos apurando. Pedimos a análise de material genético das roupas e da faca, porque, se tiver sangue dos dois, é um indício de que o autor é o mesmo”, explica Jane.


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