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A PGR (Procuradoria Geral da República) negou em nota informações de que a procuradora-geral Raquel Dodge esteja sofrendo pressões para afastar o procurador Deltan Dallagnol da coordenação da operação Lava Jato em Curitiba (PR).

Na sexta-feira (2), a Folha de S.Paulo publicou reportagem na qual afirma que depois de os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) solicitarem à PF (Polícia Federal) as mensagens hackeadas de autoridades, agora eles articulam o afastamento de Deltan Dallagnol e têm pressionado Dodge para determinar a medida.

Na nota, a PGR afirma que a procuradora-geral “não sofreu qualquer pressão de qualquer tipo para determinar a medida de afastamento referida na matéria, de quem quer que seja, e tampouco convocou, ou realizou reunião de emergência para discutir o assunto na quinta-feira (1º.ago) ou em qualquer data anterior ou posterior”.

Além disso, a PGR defende que o princípio constitucional da inamovibilidade é garantia pessoal do procurador.

“O princípio constitucional da inamovibilidade é garantia pessoal do procurador Deltan Dallagnol, estabelecida no artigo 128-I-b, de não ser afastado dos processos da Lava Jato, dos quais é o promotor natural, na condição de titular do ofício onde tramitam todos os processos deste caso, e junto do qual atuam os demais membros da Força Tarefa Lava Jato, designados pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge”, diz a nota.

Reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo –feita em parceria com o site The Intercept, que teve acesso ao arquivo de mensagens de autoridades relacionadas à Lava Jato– apontou que o procurador Deltan Dallagnol incentivou outros procuradores de Brasília e Curitiba a investigar sigilosamente ministros do Supremo.

Após a repercussão, o ministro Alexandre de Moraes, relator de 1 inquérito no STF que apura ofensas a ministros da Corte, determinou ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, que entregasse em até 48 horas uma cópia do inquérito que apura a invasão de celulares de autoridades. Moraes também determinou o envio de cópia das mensagens.

Segundo o ministro, a decisão foi motivada por “notícias veiculadas apontando indícios de investigação ilícita contra ministros da Corte”.

“Diante das notícias veiculadas apontando indícios de investigação ilícita contra ministros desta Corte, expeça-se ofício ao Juízo da 10ª Vara Federal Criminal de Brasília, solicitando cópia integral do inquérito e de todo material apreendido durante a operação Spoofing, no prazo de 48 horas”, disse na decisão.

Um dia depois, o juiz federal determinou que a Polícia Federal que enviasse ao STF cópia do inquérito sobre a invasão de celulares. (poder 360)


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