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A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou na noite de domingo, 17, que a Polícia Federal colha o depoimento do empresário Paulo Marinho no âmbito do inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir em investigações sigilosas da PF.

Suplente de Flávio Bolsonaro no Senado, Marinho disse ao jornal Folha de S. Paulo ter ouvido do filho do presidente que um delegado da Polícia Federal lhe antecipou que Fabrício Queiroz, então assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) seria alvo de uma operação da PF. O aviso teria sido passado entre o primeiro e segundo turno da eleição. Ao ficar sabendo da investigação, o delegado teria recomendado a exoneração de Queiroz. A operação só foi deflagrada em 8 de novembro, após Bolsonaro ganhar o pleito e se tornar presidente.

O ofício da PGR enviado à delegada Christiane Correa Machado, do Serviço de Inquéritos Especiais da PF no Supremo é assinado pelo pelo procurador João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, que é membro auxiliar do gabinete do procurador-geral da República, Augusto Aras. O documento pede que a oitiva de Marinho integre o inquérito aberto no Supremo após alegações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que, ao pedir demissão alegou que Bolsonaro tentou ter acesso a investigações sigilosas da PF.

O documento pede também que a PF colha o depoimento de Miguel Ângelo Braga Grillo, chefe de gabinete do senador Flávio Bolsonaro e pede a cópia do inquérito da PF que apurou vazamentos relacionados à operação Furna da Onça, em 2018.  A operação é um desdobramentos da Lava Jato no Rio e investiga um esquema de lavagem de dinheiro e de desvio de verba de gabinetes da Alerj.

A Polícia Federal também se manifestou sobre os relatos do empresário. Por meio de nota, a corporação disse que todas as notícias de eventual desvio de conduta devem ser apuradas e informou que foi determinada a instauração de um inquérito para a investigar os fatos apontados.

Flavio Bolsonaro disse em nota neste domingo que as “estórias” relatadas por Marinho “não passam de invenção de alguém desesperado e sem votos”.

“Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás?”, completou. (veja.com)


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