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O secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), Carlos Alexandre da Costa, afirmou que o chamado “Plano Dubai” não existe e que foi divulgado na imprensa nacional após conversa em off com jornalistas. A declaração foi feita durante audiência pública da Comissão de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Cdeics) sobre o tema.

“O que houve foi uma explicação a um jornalista sobre como Dubai se tornou uma das maiores economias do mundo, citando um exemplo, quando eu disse que a partir de 2073 a região precisaria ser autônoma, desenvolvida sem precisar de benefícios tributários”, disse Carlos da Costa.

Para o representante da Federação das Indústria do Estado do Amazonas (Fieam), Saleh Hamde, as ações do Ministério da Economia em relação à ZFM estão em desacordo com as expectativas quanto a novos projetos econômicos para a região. “Parece mais um caminho de desinvestimento do que de investimento na Amazônia”, afirmou.

“Preciso dizer que não tivemos contato formal com esse plano Dubai”, disse a secretária de Controle Externo do Desenvolvimento Econômico do Tribunal de Constas da União (TCU), Andreia Rocha Bello de Oliveira.

O secretário de planejamento do Amazonas, Jório de Albuquerque Veiga Filho, ressaltou que a mudança do modelo econômico não pode ser tratada de forma apressada. “Não se trata de substituir, já que as riquezas que temos não são suficientes para manter a floresta em pé. Todos precisam entender o que é a ZFM para a integração e defesa nacional”.

O presidente da Cdeics, Bosco Saraiva, ressaltou que o esclarecimento sobre o suposto plano não significa que o governo saiba o que oferecer à Amazônia.

“É preciso conhecer a zona franca e seus impactos na amazonia ocidental, e queremos ajudar o governo a formular um verdadeiro projeto de desenvolvimento pra região. Mas queremos ser ouvidos e participar do desenvolvimento dos projetos para a região”, avaliou.


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