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Um relatório contendo propostas para serem aplicadas ao Centro de Manaus, elaborado pelo Conselho Municipal de Gestão Estratégica, será apresentado pelo vereador Plínio Valério (PSDB) ao prefeito de Manaus Arthur Neto. O Conselho, presidido pelo vereador, contava com representantes do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa); Universidade Federal do Amazonas (Ufam); Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM); Vara Especializada em Meio Ambiente e de Questões Agrárias (VEMAQA), Sindicatos dos Jornalistas e Radialistas, entre outros segmentos, e elaborou o documento em outubro de 2010, após um extenso debate sobre ações para a região central da cidade.

“Este relatório foi apresentado à administração anterior, mas nenhuma das sugestões foram acatadas ou postas em prática. Na ocasião, já se falava sobre a remoção dos camelôs para galerias, além de propostas para ocupar o Centro de Manaus. Não basta apenas desocupar é preciso também ocupar o espaço”, salientou o parlamentar.

Uma das ideias, que constam no relatório e que pode desafogar o trânsito, se refere à mudança de horário do comércio da região. Segundo Plínio, em um debate com a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM) e as entidades ligadas aos trabalhadores do segmento, o Centro passaria a funcionar a partir das 9h e o fechamento das lojas seria às 19h.

“Essa proposta foi considerada viável pelos comerciantes, e também pelos representantes dos comerciários, mas desde que o poder público entrasse com a contrapartida de oferecer, segurança, iluminação e limpeza”, observou. Segundo ele, os lojistas se mostraram favoráveis à ideia e concordaram que a mesma pode ser posta em prática, “mas desde que haja a vontade do ente público, a contrapartida”.

Pela referida medida, de acordo com o vereador tucano, haveria a redução da circulação de ônibus na cidade – a estimativa do Sindicato dos Rodoviários é a de que haveria redução de 500 viagens de coletivos -, além de viabilizar a possibilidade dos funcionários das fábricas do Distrito Industrial a terem acesso às lojas do Centro, em um horário razoável. “Quem trabalha no Distrito Industrial não consegue vir ao Centro durante a semana”, destacou.

Ainda segundo Valério, o relatório também oferece medidas para o comércio informal na área central da cidade, o que para ele necessita de uma fiscalização mais ampla. “Estamos falando dos flanelinhas, dos locais que alugam quartos e que funcionam como escritório para bandidos, da compra de ouro. O comércio informal tem que ser melhor fiscalizado, pois há uma série de coisas que contribuem para a insegurança na área”, pontuou.


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