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A Polícia Militar no município de Lábrea apreendeu um adolescente de 16 anos na tarde da última segunda-feira (14) no momento em que tentava entrar na carceragem da delegacia local com uma sacola contendo 10 tabletes de maconha escondidos em meio a biscoitos, que seria o jantar de um preso conhecido como Gustavo.

De acordo com o comandante da 4ª Companhia da Polícia Militar em Lábrea, tenente Laurênio da Silva, essa é uma estratégia que vem sendo muito usada pelos traficantes, que é o recrutamento de adolescentes para introduzir drogas entre os presidiários. “Estamos atentos a isso e em parceria com a Polícia Civil temos combatido o tráfico de drogas também entre os presos”, disse.

Laurênio disse que o adolescente não quis declarar quem tinha mandado levar a droga ao preso. Ele foi apresentado ao delegado do município e ficará à disposição da Justiça.

Operação “Capa-Saco”

Catorze capa-sacos retirados das bocas de lagos e igarapés, sendo 12 só no rio Sepatini, 320 quelônios devolvidos à natureza, entre tartarugas, tracajás e pitiús, apreensão de grande quantidade de pescado abaixo do tamanho previsto em lei para captura, sendo 100 quilos só de pirarucu, além de animais de caça e material de pesca irregular apreendidos.

Esse foi o resultado da operação “Capa-Saco”, realizada em conjunto pela 4ª Companhia da Polícia Militar em Lábrea, o Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Reserva Extrativista do Médio Rio Purus entre os dias 20 e 30 de junho.

O objetivo foi realizar fiscalização nos rios, igarapés e lagos da reserva, denunciados por moradores de que estava havendo captura ilegal de quelônios. O comandante da companhia, tenente Laurênio, explicou que foram feitas dez autuações por caça e pesca predatórias, com R$ 350 mil em autos de infração lavrados na operação. Todos os infratores foram autuados e responderão a procedimento criminal e administrativo.

“A apreensão de 14 capa-sacos é uma grande vitória para o meio ambiente, pois o numero de quelônios e outros seres vivos que seriam pegos por estes materiais é incalculável, além do prejuízo que causamos aos seus proprietários”, disse o comandante.

Barcos e canoas eram abordados para verificar que produtos estavam sendo transportados, principalmente caça, pesca e extração de madeira ilegal da reserva do rio Purus.

O tenente Laurênio explicou que o capa-saco é uma rede de pesca confeccionada com cordas e malhas grossas e que chegam a medir 400 metros de comprimento para obstruir 100% da boca de rios e igarapés, capturando quelônios, peixes-boi, botos e peixes de grande porte. Pelo grande dano que provoca ao meio ambiente, a rede é proibida por lei.


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