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Os delegados Paulo Martins e Rafael Campos, titular e adjunto, respectivamente, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), falaram na manhã desta segunda-feira (5/8), durante coletiva de imprensa realizada às 9h30, no prédio da especializada, sobre o cumprimento de mandado de prisão temporária por homicídio, em nome de Layan Maricaua de Souza, 18, conhecido como “Major”.

Conforme o titular da DEHS, o jovem é autor do homicídio do professor de Educação Física, Mário Jorge Nascimento de Mendonça, que tinha 56 anos. O crime ocorreu na madrugada do dia 10 de julho deste ano, por volta das 3h, na casa onde a vítima morava, no bairro Parque 10 de Novembro, zona centro-sul da capital. O corpo do professor foi encontrado na manhã daquele mesmo dia, por familiares dele.

Durante as investigações, a equipe da especializada chegou até a identidade do infrator. Então, o titular da DEHS representou à Justiça o pedido de prisão em nome do indivíduo. A ordem judicial, com prazo de 30 dias, foi expedida no dia 24 de julho deste ano, pelo juiz Anésio Rocha Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Paulo Martins relatou que após o crime, Layan furtou o celular da vítima, o notebook e uma caixa de som. Conforme a autoridade policial, o jovem vendeu o notebook da vítima e utilizou dinheiro para fugir para Parintins, município distante 369 quilômetros em linha reta da capital. A prisão do infrator foi efetuada na residência de uma conhecida dele, naquela cidade.

“Após o crime, o jovem abandonou o local do fato. Ele foi para a casa da namorada, com quem tem uma filha, e ficou escondido no município. Assim que ele foi preso, confessou a autoria do crime. O indivíduo foi trazido para a capital, para a realização dos procedimentos cabíveis”, explicou Martins.

O delegado Rafael Campos, adjunto da DEHS, disse que o autor argumentou que o crime aconteceu após uma discussão, motivada por assédio. “É muito estranho ele ter ido discutir de madrugada. O fato dele ter um método de fuga planejado, um local para se evadir em Parintins, onde teria conhecidos, torna a versão dele questionável”, pontuou.

Segundo Campos, os policiais civis identificaram, ainda, que Layan chegou a anunciar, em redes sociais, a venda de alguns objetos da vítima, como a caixa de som. “Por meio desses dados, representamos pela prisão dele e, assim que o mandado foi concedido pela Justiça, nós nos deslocamos ao município de Parintins para efetuar a prisão”, concluiu o adjunto da especializada.

Procedimentos – Layan foi indiciado por homicídio. Ao término dos procedimentos cabíveis no prédio da DEHS, ele será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). O pedido de conversão do mandado de prisão temporária para preventiva já foi representado pelo titular da DEHS à Justiça.


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