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Policiais civis lotados no Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) deflagraram, ao longo da última sexta-feira (26/7), a operação “Guará”, nos estados do Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, que culminou no cumprimento de mandados de prisão em nome de 16 pessoas, envolvidas em homicídios ocorridos em maio deste ano, em unidades prisionais de Manaus, além de três  prisões em flagrante por crimes distintos, como tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e uso de documento falso.

Segundo o delegado Sinval Barroso, diretor do DRCO e coordenador da operação, o grupo também está envolvido no homicídio de Magdiel Barreto Valente, o “Magnata”, encontrado morto no dia 24 de maio deste ano, com sinais de tortura, no povoado de Cana Brava, na cidade de Caxias, no estado do Maranhão. “Magnata” era integrante de uma facção criminosa que atua no Amazonas.

O resultado da operação foi divulgado na manhã de quinta-feira (1º/8), durante coletiva de imprensa realizada às 10h, no Auditório José Elcy Barroso Braga, situado nas dependências da Delegacia Geral. Além do diretor do DRCO, participaram da coletiva o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Lázaro Ramos, e os diretores-adjuntos do DRCO, os delegados Daniel Antony, Mário Júnior e Normando Barbosa.

Na ocasião, o diretor do DRCO comentou sobre os trabalhos realizados em conjunto com as Forças de Segurança de outros estados. “O ponto mais importante é ressaltar que a operação foi desencadeada em conjunto com quatro estados. Cumprimos mandados em quatro estados da federação. Tivemos agentes em campo para fazer nossa função, que é combater o crime organizado em todo o Brasil”, argumentou Barroso.

Investigação – Segundo o delegado Mário Júnior, diretor-adjunto do DRCO, a investigação durou cerca de dois meses e apontou que todos os presos durante a ação fazem parte da liderança de uma facção criminosa que atua no Amazonas e estão envolvidos nos homicídios de 55 internos do sistema carcerário de Manaus. As mortes aconteceram nos dias 26 e 27 de maio deste ano.

Conforme a investigação, as mortes ocorreram em razão da disputa interna de poder entre facções criminosas. Magdiel Barreto Valente, o “Magnata”, aliado ao narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, foi atraído para o Piauí. Ele permaneceu em cativeiro, em Teresina, por três dias, sendo torturado. Depois de matá-lo, o grupo deixou o corpo de Magdiel no povoado de Cana Brava, na cidade de Caxias, no Maranhão.

“Nós conseguimos reunir elementos suficientes que apontam a participação dessas pessoas nos massacres nos presídios de Manaus, em maio deste ano. Nosso objetivo era conseguir esclarecer os meios empregados, a motivação das pessoas que participaram dessa trama, que culminou com a onda de mortes nos presídios. Temos elementos que apontam a participação deles, além da motivação. O grupo atraiu ‘Magnata’ para a cidade de Teresina. Depois de torturado, ele foi obrigado a gravar um vídeo para dar maior credibilidade, ao ser divulgado nas redes para os integrantes da facção”, explicou Mário Júnior.

Prisões – As prisões de Maria Cléia Fernandes Barbosa, 45; do companheiro dela, Marcelo Frederico Laborda Júnior, 29, e de Charles dos Santos Rodrigues, 29, o “Charles BB”, ocorreram na cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina (SC). Maria Cléia e Charles são irmãos do narcotraficante “Zé Roberto da Compensa”. Charles já possuía, em nome dele, outro mandado de prisão em aberto e era fugitivo do sistema prisional.

Ainda durante a operação, foram presos Andreza Rodrigues Lobo, 34; Leandro dos Santos Chaves, 25, e Rômulo Raphael dos Santos Morais, 27, na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte (RN). Com eles os policiais apreenderam significativa quantidade de entorpecentes.

Em Teresina, capital do Piauí (PI), as equipes prenderam Daniel Fernandes Benvindo de Sousa, 21; Franco Jorge da Conceição, 31; Ivone de Araújo Mutimo, 38; Marcilena Sanches Pereira, 44; Rachel Barbosa de Oliveira, 37; Romário Ramalho Pinto, 25; e Sinélia Silva Prata, 48. Foi cumprido, ainda, mandado de prisão preventiva em nome de José Lobo Rodrigues, 36, em São Luís, capital do Maranhão (MA). Já Marlison Prata Mutimo Silva, 22, foi preso no município de Estreito, também no Maranhão.

Foram presos em flagrante, por tráfico de drogas, Danilo Fernandes Bemvindo de Souza e Júlio César dos Santos Silva. Franco, Rachel e Romário também foram autuados em flagrante pela mesma prática ilícita. Francisco Chaves Lobo Filho foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de uso permitido. Além do cumprimento dos mandados de prisão, Marcelo Frederico Laborda Júnior e Charles dos Santos Rodrigues também foram autuados em flagrante por uso de documento falso.

Materiais apreendidos – Ao longo dos trabalhos foram apreendidos dois carros, uma motocicleta, armas de grosso calibre, munições, dez quilos de substâncias entorpecentes, R$ 40 mil em espécie, além de notebook, documentos e cartões de crédito e agências bancárias falsificados e celulares.

Procedimentos – Na tarde de quarta-feira (31/7), por volta das 14h30, Andreza, Leandro, Rômulo, Daniel, Franco, Ivone, Marcilena, Rachel, Romário, Sinélia, José Lobo e Marlison foram recambiados para Manaus. Ao término dos procedimentos na base do departamento, o grupo foi levado para unidades prisionais da capital.

Já Maria Cléia, o companheiro dela, Marcelo Frederico, e Charles, o “Charles BB”, irão permanecer sob custódia da Polícia Federal, na cidade de Florianópolis, aguardando o recambiamento para Manaus.


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