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Os delegados, Paulo Martins e Raphael Campos, titular e adjunto, respectivamente, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), falaram, na manhã desta quarta-feira (14/08), durante coletiva de imprensa realizada às 9h30, no prédio da especializada, sobre o cumprimento de mandado de prisão preventiva, por homicídio, em nome de Milane Moraes dos Santos, 20. Ela é apontada como autora da morte de Francisca Amorim Queiroz, ocorrida no dia em que a vítima estava completando 19 anos.

De acordo com Paulo Martins, o crime aconteceu na tarde do último domingo (11/08), por volta das 16h, no bairro Colônia Oliveira Machado, zona sul da capital. Conforme o delegado, na ocasião, as jovens iniciaram uma discussão seguida de luta corporal, quando Milane derrubou a vítima no chão e desferiu socos na cabeça da dela, que já caiu desacordada. Toda a ação foi registrada por uma pessoa que presenciou a briga, e o vídeo passou a circular nas redes sociais.

“Em depoimento, a autora do crime relatou que estava com raiva de Francisca, pois ela estaria ameaçando a mãe da infratora. A jovem que morreu teria, supostamente, um envolvimento amoroso com o padrasto de Milane. No dia do crime, a vítima estava em um salão de beleza, situado no bairro Colônia Oliveira Machado, se arrumando para a festa de aniversário dela, quando a jovem infratora foi até o lugar e a chamou para via pública, onde aconteceu toda a ação”, explicou Martins.

Conforme Raphael Campos, foi representado à Justiça o pedido de prisão em nome da autora do crime. A ordem judicial foi expedida no dia 12 de agosto deste ano, pelo juiz Alcides Carvalho Vieira Filho, no Plantão Criminal. “Após saber que estava sendo procurada pela polícia, ela compareceu, espontaneamente, na noite de terça-feira (13/08), por volta das 19h, no prédio da DEHS, acompanhada de um advogado, onde cumprimos o mandado”, disse o delegado.

Procedimentos – Milane foi indiciada por homicídio. Ao término dos procedimentos cabíveis no prédio do DEHS, a infratora será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), onde irá permanecer à disposição da Justiça.


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