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O antiviral remdesivir tem conquistado a confiança de países e ganhou força como aposta recente no tratamento da Covid-19. Nessa semana, Índia e Coreia do Sul autorizaram formalmente o uso do fármaco. Estados Unidos, Japão e o Reino Unido já tinham aderido à fórmula da empresa Gilead Sciences Inc.

Criado inicialmente para combater o ebola, o remdesivir se tornou um dos medicamentos mais usados no mundo na luta contra a Covid-19. Ele atua como um antiviral – impede que o Sars-CoV-2 se conecte às células, detendo a infecção – e tem sido usado experimentalmente contra doenças respiratórias.

Ainda em caráter de testes contra o novo coronavírus, a droga se mostrou capaz de reduzir o tempo de internação dos pacientes com Covid-19. No fim de abril, a farmacêutica anunciou sucesso nos primeiros testes feitos com o medicamento. Os dados coletados serviram de base para uma segunda etapa de estudos.

Na última segunda-feira (01/06), a empresa farmacêutica divulgou no resultado, assegurando que “pacientes com Covid-19 em estágio moderado também apresentam evolução positiva com o uso do remdesivir”.

Antes, em maio, uma outra pesquisa havia apresentado resultados satisfatórios. Os cientistas avaliaram 1.059 pacientes, com grupo controle, e observaram que os doentes que receberam o remdesivir tiveram um tempo médio de recuperação de 11 dias – variando entre nove e 12 dias. Os que não receberam o tratamento mantiveram-se com a infecção por pelo menos 15 dias.

Embora os testes tenham apresentado resultados animadores, o antiviral não se mostrou eficiente para evitar óbitos.

Estudos pelo mundo

Enquanto vários países autorizaram o uso do antiviral, outros ainda questionam sua eficácia. No início de maio, um estudo chinês publicado na The Lancet revelou que o remdesivir não acelerou a recuperação dos pacientes com coronavírus. (Metrópoles)


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