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Doenças consideradas, hoje, evitáveis continuam matando centenas de amazonenses por ano por conta da falta de assistência médica e devida orientação. A jornalista Liliane Araújo, pré-candidata a deputada estadual, associa essa incidência à falta de atendimento mais abrangente, principalmente, no Estado, bandeira que defenderá no pleito deste ano, e está entre as 10 propostas que ela apresentou para fazer o Amazonas atender as diretrizes do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.

“Diferente de outros Estados do Brasil, onde as mulheres morrem mais vítimas de câncer de mama, aqui no Amazonas, o tipo mais frequente é o de colo de útero, causado pelo HPV (human papiloma vírus). Uma doença que pode ser evitada com medidas preventivas e implantações de sistemas que diminuam a demora no atendimento”, afirma Liliane.

Ela apresentou a proposta de criação de programas concretos e abrangentes de Promoção da Saúde da Mulher como formas de erradicar doenças ginecológicas e obstétricas de média e alta complexidade, como a implantação do Serviço Móvel de Atendimento à Mulher (Semam), conhecido como Carreta da Mulher, nos municípios do interior do Amazonas, a exemplo do atendimento que é realizado na capital, além de garantir medicamentos para tratamentos específicos.

“A Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) tem nas ruas as Unidades Móveis de Saúde, popularmente conhecidas como ‘Carreta da Mulher’ que realizam, diariamente, exames gratuitos de mamografia, coleta de preventivo e todos os tipos de ultrassonografias, serviço estendido também para os homens. Agora, por que não levar esse mesmo serviço para os interiores?”, questiona Araújo.

Casos

O Amazonas deve registrar, em 2018, 840 novos casos deste tipo de câncer, segundo previsão do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que é subordinado ao Ministério da Saúde (MS). Uma média de quase 41 diagnósticos para cada 100 mil mulheres (taxa bruta de incidência).

Os especialistas explicam esta taxa de incidência de câncer de colo de útero com a falta de acesso à informação e vida sexual precoce e desprotegida. Para a jornalista, os estágios dentro do serviço público de saúde para que a paciente seja atendida é desgastante, principalmente, para as que vivem em municípios distantes da capital.

“Hoje, funciona assim, a paciente vai até o posto de saúde e nesse posto são solicitados alguns exames, que se apresentarem diagnósticos fora da normalidade, os médicos encaminham a paciente imediatamente para o Cecon (Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas), mas antes ela precisa realizar a biópsia desse material, que não é feita no local em que foi atendida. Então, o que está acontecendo é que ela desenvolve um câncer e demora a ser tratada”, conta a pré-candidata.

Soluções

A pré-candidata quer facilitar o acesso das pessoas ao preventivo, exame primordial para o diagnóstico precoce do câncer de colo uterino, além de diminuir a locomoção das pessoas a capital para poderem realizar seus tratamentos. “Vamos dar condições para essa gente”, declara.

“Imagine, nós vivemos em um local onde tem muita gente espalhada, principalmente pelo interior. Aqui, no Estado, nós temos pelo menos duas pessoas por quilômetro quadrado,o que dificulta muito o trabalho de espalhar informação e acesso fácil, e é nisso que queremos trabalhar”, completa Liliane Araújo.


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