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O primeiro dia de credenciamento dos camelôs da região central de Manaus teve grande adesão da categoria.A expectativa é que mais da metade dos 637 camelôs que deixarão as ruas, nesse primeiro momento, realizem seus cadastros para uma das três Galerias Populares.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, foi pessoalmente nesta quinta-feira, 13, ao local de credenciamento, no antigo estacionamento da rua 24 de Maio com Joaquim Sarmento, Centro, para conferir o atendimento e a aceitação dos camelôs.

Recebido com muito entusiasmo, o prefeito se mostrou atento às reivindicações da categoria e confirmou a data de transferência dos camelôs para as galerias provisórias, que se dará no dia 23 de fevereiro, e o valor da ajuda de custo oferecida aos trabalhadores enquanto aguardam para irem para os locais definitivos, que será de R$ 1 mil mensal.

“Planejávamos fazer a transferência já neste fim de semana, mas atendendo à reivindicação da classe mudamos a data para o próximo dia 23. Além disso, entendemos a insegurança que possam sentir com a mudança, por isso também decidimos aumentar o valor da bolsa de um salário mínimo para R$ 1 mil”, garantiu o prefeito.

Na primeira etapa serão transferidos para as galerias provisórias da Epaminondas, Floriano Peixoto, Miranda Leão, os camelôs que atuam na praça da Matriz e avenidas Eduardo Ribeiro e 7 de Setembro.

“Estamos muito tranquilos quanto ao entendimento dos camelôs e de toda população de que isso é o melhor para Manaus e para eles próprios. Queremos o Centro Histórico mais bonito e ordeiro para Copa, principalmente, queremos por fim a mais esse tabu que se criou na cidade, de que camelô não quer sair da rua. Querem sair e querem mais dignidade. De nossa parte terão todo apoio necessário para que se tornem donos de seus próprios negócios, para que se tornem microempreendedores”, afirmou Arthur Neto.

O secretário Municipal do Centro, Rafael Assayag, disse que tão logo os camelôs sejam realocados nos locais provisórios, será dado início às obras de requalificação da Matriz.

“Estamos com todo projeto de requalificação da Matriz pronto, teremos calçadas desobstruídas e recuperadas, além da praça que voltará ao seu projeto original com o relógio se mostrando pujante no canteiro central, entre as duas faixas de via", completou o secretário municipal do Centro, Rafael Assayag.

O credenciamento continua nesta sexta-feira, 14, das 8h às 17h, no próprio prédio onde funcionará a Galeria Espírito Santo, que terá a capacidade para abrigar 326 microempresários. Já a Galeria dos Remédios, no antigo Posto 7, localizado na avenida Miranda Leão, abrigará mais 361 comerciantes. Nesta última, o prédio anexo também foi desapropriado para servir de local provisório.

O terceiro espaço definitivo será no Jorge Teixeira, zona Leste. O Shopping T4, que ficará em frente ao Terminal de Integração do Jorge Teixeira, abrigará mais 761 camelôs. Enquanto ficam nos locais temporários eles participarão de cursos de qualificação profissional junto ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Mudar para melhor

Confiante que depois de 30 anos trabalhando nas ruas do Centro verá sua vida mudar para melhor, José Edilson de Lima, 60, revelou que parece que está vivendo um sonho. Com documento na mão, ele será um dos microempresários da Galeria Espírito Santo.

“Agora parece que realmente conquistaremos respeito perante a sociedade. Depois de tanto tempo pegando sol e chuva, estou achando tudo lindo, as Galerias Populares são o que nós esperávamos. É vida nova para o Centro e vida nova para os camelôs”, falou, emocionado.

Para a camelô do segmento alimentício Lirian Primavera, de 47 anos, seu trabalho ficará muito mais organizado depois que ela for transferida para a Galeria dos Remédios.

“Trabalhar com comida na rua é muito difícil, as pessoas já associam à falta de higiene. Isso para mim já é coisa do passado, o primeiro passo já foi dado e agora é esperar para ver meu negócio crescer”, comemorou.

Lirian é mãe de dois filhos que também poderão seguir os passos da mãe e tornarem-se microempreendedores. “Criei meus filhos na calçada, hoje estão na faculdade e nunca desejei que eles fossem camelôs. Com essa mudança, vejo a possibilidade de investirmos em um negócio juntos, como verdadeiros profissionais”, disse.


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