Raylan Barroso é alvo de investigações do MPE e MPC por enriquecimento ilícito
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O prefeito de Eirunepé, Raylan Barroso de Alencar, emitiu nota ao Fato Amazônico na terça-feira (14), afirmando que as denúncias dos dois inquéritos civis abertos pelo Ministério Público do Estado para investigar suposto enriquecimento ilícito e ato de improbidade administrativa, são levianas e trata-se de perseguição política por parte de opositores em razão da disputa pelo comando da prefeitura do município em 2020.

De acordo com publicação no Diário Eletrônico do MP, as investigações contra Raylan Barroso por improbidade administrativa iniciaram em dezembro do ano passado. O prefeito tem bem imóvel no valor de R$ 5 milhões, valor incompatível com o salário que recebe como prefeito.

O promotor Thiago Leão Bastos, decidiu pelo aprofundamento das investigações por conta da complexidade das informações narradas na denúncia que chegou ao MP.

Mas, Raylan Barroso, não é alvo apenas de investigações do MP Estadual, desde de julho de 2019, uma denúncia sobre a casa do prefeito chamou a atenção do Ministério Público de Contas.

O MPC abriu procedimento investigativo também. O inquérito civil aponta para um possível enriquecimento ilícito, pois seu patrimônio, avaliado em R$ 5 milhões, não condiz com os vencimentos do cargo.

Quando candidato a prefeito em 2016, a declaração de bens de Raylan Barroso era de R$ 1,4 milhão em bens, sendo R$ 500 mil em cotas de participação social na empresa Ympactos Empreendimentos.

Confira Nota

“O prefeito de Eirunepé, Raylan Barroso de Alencar, vem a público, em especial a população eirunepeense, prestar informações sobre as últimas notícias publicadas na imprensa. Sobre os dois inquéritos civis abertos pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) para investigar denúncias de suposto enriquecimento ilícito e ato de improbidade administrativa o chefe do executivo informa que as denúncias e acusações feitas ao Ministério Público são levianas e com propósito único e exclusivo de denegrir sua imagem. O fato é motivado por perseguição política por parte de opositores em razão da disputa pelo comando da Prefeitura do município em 2020.

Sobre a denúncia que trata do imóvel do prefeito, noticiado como sendo avaliado em R$ 5 milhões, fato divulgado sem nenhum critério técnico e legal, com o suposto valor muito acima do valor de mercado imobiliário local. É importante destacar que o terreno desta casa já pertencia a Raylan desde de 2011, e que a construção teve início muito antes de seu mandato de prefeito.

Ele esclarece ainda, que tudo o que foi investido no imóvel, é fruto de sua renda como prefeito, somada a venda de outros imóveis e de sua atividade como empresário, tendo tudo sido declarado em sua Declaração de Imposto de Renda, junto à Receita Federal do Brasil. Os documentos serão devidamente apresentados ao Ministério Público do Estado do Amazonas.

Sobre a denúncia que trata do evento das festividades do 125° Aniversário de Eirunepé, todo o procedimento de contratação e de realização deste evento foi feito dentro da legalidade e de acordo com a Lei de Licitações. A documentação solicitada também será apresentada ao MPAM. 

Sobre os pagamentos de salários dos servidores, o prefeito admitiu um atraso na folha dos meses de setembro e outubro, causado pela queda da receita do município. Porém, à situação está sendo normalizada com os ajustes administrativos devidos.

Raylan faz questão de reforçar que, em seu devido tempo, tudo será devidamente esclarecido. Nesta oportunidade, reforça sua confiança e admiração ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. Desde já se coloca à disposição para prestar todas as informações necessárias.”

Além da investigação por improbidade administrativa, prefeito de Eirunepé recebe recomendação do MPF e DPU


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