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O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE) recebeu no dia 01 deste mês, denúncia contra o prefeito de Novo Airão, Roberto Frederico Júnior, por prática de corrupção passiva, abuso de poder, formação de quadrilha.

De acordo com a denúncia de autoria de Dailson de Queiroz Correa, o prefeito assinou um estranho decreto que garante a ele e ao empresário José Valdemir Ribeiro Torres uma espécie “camuflada” de monopólio da exploração das jazidas de areia autorizada pelo órgão do meio ambiente às associações das comunidades locais.

À propósito da comunidade de  Bom Jesus do Puduari, no Rio Negro, município de Novo Airão, nenhum empresário do ramo pode explorar o minério sem a observância do decreto esdrúxulo do prefeito.

A condição é pagar uma taxa de  5% sobre o valor de cada balsa cheia. Só mediante esse pagamento é que o presidente da associação está autorizado a permitir a extração, como pode ser ouvido nos áudios que deram suporte à denúncia.

Antes da edição do decreto, a transação de areia era uma atividade comercial direta estabelecida entre balseiros e a associação, que é a detentora do direito de operação.

Com o decreto, o prefeito não só suspendeu toda atividade de extração até, mas garantiu para ele, também, o monopólio da atividade.
 
Prefeito não paga comunidade

Além da suspensão da exploração das jazidas de areia e cobrança de taxas abusivas para a movimentação da extração, o prefeito de Novo Airão não tem transferido os valores da venda devido às comunidades.

Em outras palavras, as jazidas e suas correspondentes autorizações de exploração foram tiradas na “marra”  das comunidades.

Sem a devida transferência dos valores devidos, as comunidades ribeirinhas do município, à propósito da comunidade de  Bom Jesus do Puduari, estão na penúria. Sem recursos para compra de óleo diesel, por exemplo, estão sem energia elétrica. Tudo por contra do calote levado do prefeito Junior.

Celular desligado

A reportagem do Fato Amazônico tentou falar com o prefeito Frederico Junior a respeito da denúncia impetrada no MP e o não cumprimento do acordo com a Comunidade Bom Jesus do Puduari, mas o celular de número 9918x341x, estava fora da área de serviço.

Áudios

Denúncia


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