Foto: Ivan-Storti
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Gazeta Esportiva | O presidente do Santos teve uma reunião com Gustavo Henrique na última quarta-feira, na Vila Belmiro, em busca do fim da novela pela renovação do contrato válido até o fim de janeiro de 2020.

Após o encontro, José Carlos Peres e o empresário Fernando César foram procurados pela Gazeta Esportiva. Ambos optaram pelo silêncio. “Melhor não comentar, disse o presidente. “Sem comentários”, afirmou o agente.

As tratativas são complexas e o Peixe reconhece a chance real de perder o zagueiro de graça em fevereiro. O jogador de 26 anos pode assinar um pré-contrato para sair de graça e tem 45% dos direitos econômicos ligados a Fernando Cesar.

O Alvinegro fez uma proposta de aumento salarial considerada boa por Gustavo. O problema está nas luvas – uma espécie de prêmio pago pela assinatura do contrato -, e o sentimento do atleta de não ter sido procurado pelo clube no momento certo.

Gustavo Henrique concedeu entrevista coletiva na semana passada e adotou tom de despedida. Enquanto isso, ele é titular absoluto com Jorge Sampaoli e um dos capitães.

“Sobre o contrato, vim para esclarecer algumas coisas. No final do ano passado eu estava querendo renovar e não obtive respostas, comecei o ano na incerteza sobre ficar. Muitos sabem que eu não estava nos planos do Sampaoli, eu coloquei na minha cabeça que tinha condição de jogar aqui e com Sampaoli. Tivemos final de ano ruim, talvez ele deve ter visto nossos vídeos, meus e de outros jogadores fora dos planos. Eu coloquei na minha cabeça que queria ficar, mostrar a mim mesmo que poderia jogar. Trabalhei duro, fizemos Campeonato Paulista bom, fui um dos melhores zagueiros. Esperava a procura pela renovação do contrato, faltavam sete meses e não fui chamado. Esperava o reconhecimento de me chamar antes, fui chamado faltando dois meses para poder assinar um pré-contrato”, afirmou Gustavo Henrique.

“Sempre manifestei meu desejo de jogar um dia na Europa e fui procurado por alguns clubes do Brasil, não abri negociação, esperei o Santos tentar melhorar ou algo assim. A partir do momento que fui chamado para receber a proposta de renovação eu estava com a cabeça de que iria sair, porque não havia sido chamado antes. Meu pensamento era a Europa, quem não quer? Foi desde pequeno isso. A gente começou a ficar nessa divisória de ir para a Europa ou renovar. Quando recebi a proposta, pedi para meu empresário viajar para Europa para que algum clube pagasse algum valor, multa é impossível (para não deixar o Santos sem dinheiro). Mas clube da Europa não vai pagar multa sabendo que ia sair em dois meses. Meu desejo de jogar na Europa é real e recebi de outros clubes (do Brasil). Estamos nessa, de esperar um pouco mais, sem ter pressa. Vou escolher o que for melhor para mim e para minha família. Se eu ficar, vou continuar trabalhando. Se sair, vai ser de cabeça tranquila. Sei que sempre dei meu melhor”, emendou o zagueiro.


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