Givancir de Oliveira (de vermelho), é acusado de homicídio e tentativa de matar Bruno e tentar contra a vida de Thelssy
Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

A decisão do juiz Carlos Henrique Jardim da Silva, da 2ª Vara de Iranduba, que converteu à prisão temporária em prisão preventiva do ex-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, acusado de homicídio, levou o sindicalista que estava preso no 12ª Distrito Integrado de Polícia em Manaus, a ser transferido para a 31ª Delegacia Interativa de Polícia, em Iranduba.

A ida de Givancir Oliveira causou um desconforto entre os delegados Lázaro Ramos, titular da 31ª Delegacia Interativa de Polícia e o adjunto Geraldo Elói; ele que preside as investigações e resolveu, de acordo com os advogados de defesa, sem qualquer intervenção judicial, levar o acusado de volta para a Delegacia de Iranduba.

Diante da decisão do delegado adjunto, os advogados Silvio Costa e Wilson Peçanha Neto ingressaram na terça-feira (31/03), com um pedido “em caráter de extrema urgência” solicitando ao juiz do feito que Givancir Oliveira, acusado de assassinar a tiros Bruno de Freitas Guimarães, de 24 anos, e de tentar matar, também, a tiros o transexual, Delisson dos Santos Freitas, 23 anos, conhecido como “Thelssy”, crime ocorrido dia 29 de fevereiro em Iranduba, volte a ficar preso no 12ª Distrito Integrado de Polícia, no Parque das Laranjeiras, em Manaus.

Mas mesmo sendo em caráter de extrema urgência de acordo com os advogados até quinta-feira (2) nenhum despacho teria ocorrido a respeito da volta de Givancir Oliveira. Eles que temem que o ex-presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas possa ser linchado e morto caso ocorra invasão da delegacia, em Iranduba.

Risco Real

De acordo com o advogado Silvio Costa o risco é real, eminente e sério já que ocorreu uma primeira tentativa de linchamento a Givancir Oliveira na ocasião em que o mesmo prestava depoimento ao delegado Geraldo Elói, no dia de sua prisão.

Veja +: Givancir se apresenta em Iranduba, presta depoimento e é liberado; MP dá parecer favorável a prisão

“No dia que ele foi depor e acabou preso, tentaram invadir a delegacia para matá-lo, só não aconteceu porque estavam no local, quatro viaturas da PM e uma do Grupo Fera”, disse Silvio Costa, por telefone ao Fato Amazônico, afirmando que à noite na delegacia ficam apenas dois policiais civis.

Silvio Costa informou ainda que o juiz ontem (31) abriu vista ao Ministério Público para se manifestar a respeito da petição em que solicita a volta de Givancir Oliveira para uma delegacia em Manaus.

Entenda o Caso

Givancir de Oliveira, é acusado de matar a tiros Bruno Freitas Guimarães, 23 e tentar assassinar Delisson dos Santos Freitas, 23 anos, conhecido como “Thelssy” crime ocorrido no município de Iranduba, interior do Amazonas, na tarde do dia 29 de fevereiro deste ano.

De acordo com a testemunha, eles estavam em uma motocicleta Honda, quando um veículo bateu na traseira da moto, o piloto (Bruno) perdeu o controle e os dois caíram.

“Ele bateu na traseira da moto, aí meu primo perdeu o controle e fomos pro chão. Aí ele saiu do carro e disse para eu dar meu celular para ele, mas eu joguei ele no meio do mato. Aí ele atirou primeiro no muro e apontou a arma pro meu primo. Aí eu segurei na arma dele e puxei a blusa da cara dele. Aí eu falei para Givancir! Não atira no meu primo. Aí eu fiquei na frente dele”, teria relatado a vítima a polícia, informando ainda que outras três pessoas saíram do carro e dispararam contra Bruno, que estava caído no chão.

A testemunha afirma que na tarde do crime, acompanhado de Bruno Guimarães, foi à casa de Givancir de Oliveira, onde trabalhou, para receber cerca de R$ 400 reais.

De acordo com Thelssy, depois de receber uma mensagem, foi a casa do ex-patrão para receber. Ao chegar em frente a residência buzinou e um funcionário de Givancir, identificado por “Bindá” abriu o portão e lhe passou a importância de R$ 150,00. O ex-funcionário disse que questionou Bindá, afirmando que era R$ 400 a dívida e não R$ 150,00.

Ao montar na garupa da moto, pilotada por Bruno Guimarães, disse que iria procurar a Justiça para receber seus direitos. Quando trafegavam rumo a comunidade São Sebastião, onde a mãe dela mora, ocorreu o crime.


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •