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Mais uma vez influenciada pela produção de carros e caminhões, a indústria brasileira voltou a esboçar uma retomada no mês de maio, com alta de 8,9% na comparação com abril, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Porém, o setor ainda está longe de retomar os 26,6% perdidos durante o avanço da Covid-19 no Brasil.

A retomada gradual das atividades —principalmente no segmento automobilístico— em meio à pandemia da Covid-19 já havia feito a produção industrial do Brasil iniciar recuperação em maio, com crescimento de 8,2% em relação a abril. Os dois últimos meses juntos ainda não recuperaram todas as perdas na pandemia, segundo o IBGE.

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, embora tenha crescido bastante, com expansão de 17,9% nos meses de maio e junho, a produção industrial ainda está longe de eliminar a perda concentrada nos meses de março e de abril. “O saldo negativo desses quatro meses é bastante relevante (-13,5%)”, disse.

Em abril, considerado o fundo do poço da indústria até o momento, o registro negativo havia superado até a queda de 11% de maio de 2018, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros. Porém, aquela produção foi reposta no mês seguinte, algo que não aconteceu agora, já que as medidas de isolamento social continuaram em maio.

O acumulado do primeiro semestre de 2020 registra um recuo de -10,9% na produção industrial. Em 12 meses, a queda foi de 5,6%, retração mais intensa desde dezembro de 2016, quando havia caído -6,4%. Em relação a junho de 2019, a indústria retraiu 9%, oitavo resultado negativo seguido nessa comparação.

“Esse segmento acumulou expansão de 495,2% em dois meses consecutivos de crescimento na produção”, disse o gerente da pesquisa. Ele lembrou, porém, que o ramo ainda assim está 53,7% abaixo do patamar de fevereiro.

utro destaque positivo, em magnitude, veio de outros equipamentos de transporte, que cresceu 141,9%. “Motocicletas estão dentro dessa atividade. Ela também vem tendo expansões significativas desde maio (57%). Esses avanços, contudo, estão longe de suplantar as perdas observadas em março e abril”, afirmou Macedo.

O primeiro óbito conhecido de Covid-19 no país ocorreu no dia 17 de março. A partir daí, com o avanço da doença, o país promoveu o distanciamento social como forma de combater a pandemia.

As medidas restritivas causaram efeitos econômicos e intensificaram o aumento do desemprego no Brasil, que chegou a 12,9% no trimestre encerrado em maio, e contribuiu para que 7,8 milhões de posto de trabalho fossem perdidos. A população ocupada teve uma queda recorde de 8,3% na comparação com o trimestre anterior.

O índice de desocupação de junho sofreu os efeitos do distanciamento social, já que pela primeira vez a pesquisa tem sido feita por telefone. Assim, a Pnad Contínua atrasou a divulgação, que ficou para o fim desta semana. (Folah de S.Paulo)


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