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Nem mesmo a chuva que cai em Manaus na manhã desta sexta-feira, impediu que os professores do movimento “Vem pra rua pela educação” formado por professores das redes municipal e estadual de ensino fechassem a Avenida Constantino Nery, sentido Centro-bairro, em um protesto contra o reajuste salarial proposto pelo Governo do Estado e pela Prefeitura.

“O reajuste do Governo e da Prefeitura é uma afronta à categoria porque o custo de vida é alto e o vale-transporte é um verdadeiro presente de grego uma vez que será descontado 6% do salário do professor”, disse Jonas Araújo, integrante da comissão.

A concentração começou por volta de 8h em frente ao Parque dos Bilhares, na avenida Constantino Nery, Zona centro-Sul, de onde saíram às 10h em caminhada até a Arena da Amazônia, onde vão realizar uma assembleia geral.

Os educadores não aceitam o reajuste oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) e pela Secretaria de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), e reivindicam também transporte e alimentação sem descontos.

Com cartazes e carro de som, os professores ocupavam a faixa de transito durante o sinal fechado para chamar a atenção dos motoristas que passavam pela local.

No dia 21 deste mês, os vereadores da Câmara Municipal de Manaus aprovaram o reajuste de 10% para os 14 mil servidores da Semed, mas de acordo com segundo os professores o reajuste na verdade foi de 5,67%.

Na Assembleia Legislativa do Amazonas, os deputados aprovaram reajuste de 5,67% com pagamento retroativo a março e reajuste real de 4,33% com pagamento a partir de janeiro de 2015.

“Foi divulgado na imprensa que o reajuste seria de 10% e não foi o que aconteceu, além disso, muitos professores adoecem em sala de aula e não têm para onde recorrer”, disparou um professor, afirmando que o governador José Melo, tentou enganar a categória ao ir para mídia divulgar o que nao era verdade. "Vamos lutar pelos nossos direitos e essa greve que estaremos decidindo hoje será por tempo indeterminado", acrescentou.


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