Foto: Érico X
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Os 85 projetos desenvolvidos por escolas da Prefeitura de Manaus, aprovados no Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) iniciaram na segunda-feira, 10/8, as atividades remotas, por conta do isolamento social, devido a pandemia da Covid-19.

O anúncio dos selecionados aconteceu na última sexta-feira, 7, e vai beneficiar 49 unidades de ensino, coordenadas pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), de todas as zonas da cidade até dezembro. Ano passado, foram selecionados 108 projetos de 55 escolas municipais.

O PCE é um programa criado pela Fapeam desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) e a Semed. O objetivo do programa é produzir uma alfabetização científica no ensino básico, por meio dos projetos de pesquisa implementados pelos professores, sendo que o apoio da Fapeam se dá por meio de bolsas de iniciação cientifica.

De acordo com a coordenação, cada escola poderia apresentar no mínimo quatro ou até mais projetos para avaliação. Durante seis meses da realização do projeto, vão participar 255 alunos cientistas do 5º ao 9º ano do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), e 49 professores. A Fapeam vai ajudar os bolsistas, sendo três alunos por escola com R$ 150 e um professor com o valor de R$ 560, por projetos aprovados pela escola.    

De acordo com o instrutor educacional Rosivaldo da Fonseca Moreira, da Gerência de Tecnologia Educacional (GTE) da Semed, há 16 anos a parceria com a Fapeam incentiva o trabalho realizado pelos educadores nas escolas com os alunos.

“Esses projetos que começam a ser aplicados nas escolas municipais trazem toda a importância da iniciação científica no ensino básico, tornando os alunos mais críticos, questionadores e os tornando mais responsáveis. Os impactos da alfabetização científica na escola, vão além do espaço escolar, aproxima a comunidade da escola e auxilia no processo de formação continuada dos professores”, explicou.

Projetos
Com o projeto “Regime hidráulico (subida e descida das águas) do Tarumã Mirim/Rio Negro e os Impactos no Transporte Escolar Fluvial no Rendimento dos Alunos”, a escola municipal José Sobreira do Nascimento, localizada na comunidade Nossa Senhora de Fátima, no Tarumã-Mirim – rio Negro, foi uma das escolas selecionadas.

“A relevância do projeto está na investigação que relaciona educação e transporte escolar fluvial, uma realidade vivenciada por boa parte dos alunos que moram em comunidades ribeirinhas. Nesse sentido, é importante conhecer essa dinâmica, os desafios e as dificuldades vivenciadas por alunos que dependem do transporte escolar fluvial. E também é uma oportunidade de envolver os alunos na pesquisa, na geração de conhecimentos acerca de sua realidade e na possibilidade de transformar os resultados da pesquisa em artigo científico”, observou o professor de geografia, Ronaldo Gama Pereira.

A escola municipal Antonina Borges de Sá, no bairro São José, zona Leste, teve o projeto “Por dentro do mundo dos mapas digitais: iniciação à cartografia temática” aprovado, a ação envolve alunos dos turnos matutino e vespertino.

“Esperamos que este projeto possa contribuir para a relação escola/aluno, e também reflita no aperfeiçoamento constante dos professores. A expectativa é a de que os bolsistas também desenvolvam um conhecimento consistente sobre o tema proposto, além de uma maior familiaridade com as ferramentas digitais, facilitando seu entendimento sobre o assunto estudado e, assim, passarão mais tempo na escola, diminuindo, os riscos de evasão”, concluiu Raquel de Moraes Vieira, professora de geografia da unidade.


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