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A Executiva Nacional do PSDB se reunirá nesta quarta-feira (21) em Brasília para decidir sobre a admissibilidade dos pedidos de expulsão de Aécio Neves (MG) da siga. Caso a Executiva decida por abrir processo, o caso será julgado pelo Conselho de Ética da legenda.

O diretório do Estado e da capital São Paulo e o diretório do Rio Grande do Sul entraram com representações contra Aécio.

O governador de São Paulo, João Doria, é um dos principais defensores da expulsão do ex-senador, ex-presidente do partido e candidato tucano à Presidência da República em 2014.

Na terça-feira (20), às vésperas do encaminhamento dos pedidos ao Conselho de Ética do partido, Doria voltou a cobrar a saída de Aécio. “O deputado Aécio Neves tem todo o direito a formular a sua defensa, na plenitude, confiante na sua inocência e confiante também na justiça. Mas pode fazê-lo fora do PSDB”, disse.

O presidente da sigla, Bruno Araújo (PE), falou que comandará o processo “com imparcialidade”. Segundo ele, há diversas negociações sobre a mesa. Líderes tucanos afirmam que há uma tentativa de convencer Aécio a sair da sigla por vontade própria, sendo poupado do processo de expulsão.

A cruzada contra Aécio é fruto do “novo PSDB”, marca encampada por Doria após sua ascensão como principal líder do partido. O posto foi alcançado após sua vitória eleitoral em 2018 enquanto outros caciques do partido, entre eles Geraldo Alckmin, amargaram péssimos resultados no pleito.

Entre as mudanças do “novo PSDB”, foi aprovado um novo Código de Ética e, com ele, a promessa de que o PSDB deixará de ser conivente com seus filiados encrencados na Justiça. Há previsão de expulsão de integrantes que forem condenados na Justiça.

Aécio é réu por corrupção passiva e obstrução de Justiça no STF (Supremo Tribunal Federal). É acusado de receber R$ 2 milhões em propina da JBS –o que o tucano nega. (Poder 360)


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