Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Já são mais de dois meses sem competições esportivas no Brasil. As “férias forçadas” causadas pela pandemia do novo coronavírus, entretanto, não deixam marcas apenas dentro das quatro linhas. Fora delas, com o cenário de incerteza sobre o futuro próximo, a preocupação já passa a ser com a saúde mental de pessoas envolvidas diretamente com as disputas das mais variadas modalidades. As informações são de Metrópoles.

Nos esportes eletrônicos, o jogador de CS:GO Lukas “Gla1ive” mostrou que, sim, é possível, ter problemas de ordem psicológica até mesmo com as competições em pleno vapor. Alegando orientações médicas, ele deu uma pausa na carreira e, por enquanto, deixou a lineup da poderosa Astralis, dando lugar a Jakob “JUGi”.

O cenário incerto sobre as próximas temporadas são a principal preocupação para os atletas, na visão da psicóloga esportiva Mariana Moura.

“Pelo que tenho visto em redes sociais e conversado com alguns atletas, a maior preocupação a longo prazo tem sido o retorno do calendário esportivo. O cenário está muito incerto e isso preocupa”, revela.

A pressão por uma resposta ou ao menos uma previsão de retorno das atividades pode funcionar como um gatilho perigoso para a ansiedade dos atletas.

“A ansiedade por respostas e datas é um fator preocupante, é preciso entender que não temos controle de algumas situações. O melhor nesse momento é tentar trabalhar a paciência e a compreensão, vivendo um dia de cada vez”, destaca a profissional, que atua como psicóloga no Brasília, time da cidade que disputa o NBB.

Prevenção

Por mais complicado que pareça, manter uma rotina regrada pode ser a chave para evitar que a ansiedade se transforme em algo crônico para os atletas durante a quarentena.

“É importante tentar manter uma rotina diária, respeitando horários produtivos e de descanso, manter contato com a equipe e entender que a situação não está favorável para todos. Manter a confiança em um cenário mais favorável e acreditar na capacidade de adaptação do ser humano”, conclui a psicóloga.


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •