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O acesso aos cinemas ainda é restrito para grande parte da população brasileira. Na média, quatro em cada 10 pessoas (39,9%) moravam, no ano passado, em municípios sem, ao menos, um cinema. Os dados são do Sistema de Informações e Indicadores Culturais, divulgados neste mês de dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o relatório, quase metade das pessoas com escolaridade mais baixa vivia em municípios que não têm cinemas, 40,3% cidades sem museus e 39,7% sem teatros.

“Outras barreiras também podem agir, como o preço das entradas ou mesmo a distância física e a inexistência de transporte público para o acesso, mas é uma mensagem de dificuldade”, explica o pesquisador do IBGE Leonardo Athias.

Em Recife vereador realizou projeto “Cinema na Rua”

Em relação aos grupos de idade, crianças e adolescentes ilustravam o pior cenário: 43,8% das pessoas até 14 anos viviam em municípios sem cinemas e 35,9% delas viviam em municípios sem museus.

As crianças e adolescentes do Maranhão, por sua vez, foram as que tiveram menos acesso potencial a museu – apenas 23,6% dos municípios tem esses equipamentos -, a teatros e salas de espetáculos (30,8%) e a cinemas (19,6%).

“Tem toda uma literatura que explica a importância do acesso a museus na infância. É o momento de você gerar o interesse por esse tipo de equipamento cultural, que é um local de transmissão de conhecimento e de familiarização com as ciências”, afirma o pesquisador.

O estudo também mostra que a população preta ou parda tinha menor acesso potencial a esses equipamentos culturais. Enquanto 44% dos pretos ou pardos moravam em municípios sem cinema, esse número em relação aos brancos era de 34,8%. (Com Metrópoles)


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