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Segundo os jornalistas Camila Mattoso e Ranier Bragon, da Folha de S.Paulo, a Procuradora-Geral da República Raquel Dodge segurou por mais de 120 dias investigações sobre o ocupante do Palácio do Planalto. Ela negou acesso a inquérito sobre funcionária fantasma de Bolsonaro, que só desengavetou quando se viu fora do páreo na disputa para permanecer no cargo.

Somente na última terça-feira (6), quando ficou claro que não seria escolhida para se manter à frente do Ministério Público Federal, Dodge desengavetou os papéis e os mandou de volta para a primeira instância.  

Um dos casos em apuração é o de Wal do Açaí, que foi funcionária fantasma de Bolsonaro quando ele era deputado federal.  

Loja de açaí de Walderice Santos da Conceição, em Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ). Wal é casada com o caseiro da casa de veraneio de Jair Bolsonaro, que frequenta o local há mais de 20 anos e tem uma propriedade na mesma rua – Lucas Landau/Folhapress

O outro caso envolve Nathalia Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) que se tornou estopim de investigações contra o filho do presidente.

Nathalia era ligada ao gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara ao mesmo tempo em que atuava como personal trainer.

Na reta final da disputa pela PGR, quando ainda tinha expectativa de ser indicada, Dodge também apresentou recurso contra decisão do ministro Dias Toffoli (STF) que suspendeu todas as investigações que contenham dados detalhados do Coaf sem autorização judicial, mas manteve uma brecha para que a apuração contra o senador Flávio Bolsonaro seguisse paralisada. 

Nesta semana Bolsonaro fará a indicação do nome do novo Procurador-Geral da República, cargo estratégico pois é ao titular da PGR que cabe conduzir eventuais ações contra o presidente da República.


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