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A Caixa Econômica Federal deposita nesta segunda-feira (14/9) o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 1.045 para trabalhadores nascidos em novembro.

O valor vai estar disponível na conta Poupança Social digital, criada pelo banco para 60 milhões de brasileiros aptos a receber os recursos.

As movimentações devem ser feitas pelo aplicativo Caixa Tem. Neste primeiro momento, é possível fazer somente o uso digital do valor, como pagar boletos e contas de energia, água e telefone, por exemplo.

Saques e transferências, por sua vez, ficam bloqueados. Para os trabalhadores nascidos em novembro, essas opções vão estar disponíveis apenas a partir de 14 de novembro.

No entanto, é possível antecipar saques e transferências do FGTS, de forma segura e legal, por meio de bancos digitais. Aprenda aqui o passo a passo de como adiantar o dinheiro.

O calendário de pagamento está organizado de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. Quem nasceu entre janeiro e abril, já pode sacar o dinheiro. Veja o calendário:

Calendário do saque emergencial do FGTS
Posso recusar?

Trabalhadores podem recusar a transferência do saque emergencial para a Poupança Social. Para isso, é necessário comunicar a escolha por meio do aplicativo ou do site do FGTS. A solicitação deve ser feita até 10 dias antes da liberação do crédito.

Caso a pessoa perca o prazo e não queira retirar o dinheiro, é possível pedir que o valor retorne para a conta do FGTS. Segundo a Caixa, o recurso é depositado em até 60 dias, com correção monetária.

Se a Poupança Social digital não sofrer movimentação até o dia 30 de novembro deste ano, os valores retornarão à conta FGTS do trabalhador, devidamente corrigido e sem nenhum prejuízo, informa o banco.

Vale a pena?

Mas, afinal, quando vale a pena fazer o saque emergencial do FGTS e quando não? O coordenador do MBA de gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, explica que o FGTS está hoje entre os investimentos conservadores mais rentáveis.

Por isso, o especialista em finanças pessoais avalia como interessante a escolha por deixar o dinheiro no fundo caso o trabalhador não esteja precisando. “Deixar esse dinheiro agora pode ser uma boa aplicação conservadora, inclusive rendendo mais do que outras”, comenta o especialista.

O educador financeiro Jônatas Bueno, por sua vez, alerta para a oportunidade que o governo dá ao liberar o saque emergencial do FGTS e indica às pessoas avaliar que, mais à frente, podem não ter mais esse dinheiro disponível.

“Nominalmente, o FGTS é do trabalhador, mas na maior parte fica retido e a pessoa pode não ter acesso a esse dinheiro em outras situações, como em alguma emergência, ausência de renda ou uma despesa inesperada, como gastos em saúde”, explica Bueno. (Metrópoles)

 


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