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A Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Governo Federal, a médica Mayra Pinheiro culpou governadores e prefeitos de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará pelas mortes por coronavírus que aconteceram em suas regiões.

“SP 16.475, RJ 10.881, CE 6.556 mortes por covid Todas essas mortes evitáveis deveriam ser colocadas sob responsabilidade dos governadores, prefeitos, secretários de saúde e instituições desses estados, que impediram ou dificultaram o acesso as medicações para tratamento da doença”, escreveu Mayra, com se existisse um medicamento que cura de forma milagrosa a covid-19, o que não é o caso.

Bolsonarista fanática, Mayra ganhou projeção no Ministério da Saúde por defender o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para o tratamento de covid-19, uma obsessão do presidente. Sem eficácia comprovada e com efeitos colaterais graves, o remédio tem sido desaconselhado pelas principais autoridades de saúde de todo o mundo.

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde interrompeu estudos e os Estados Unidos interromperam a utilização. Bolsonaro, por sua vez, forçou a mudança de protocolo no Ministério da Saúde para o uso até em casos leves e, agora que diz estar contaminado com coronavírus, publicou vídeo fazendo propaganda da medicação.

Mayra ficou famosa na política atacando os médicos cubanos do programa Mais Médicos. Mais recentemente, foi flagrada em áudios onde planeja uma intervenção do governo Bolsonaro na Fundação Oswaldo Cruz.

Com o discurso paranóico de um suposto domínio da esquerda em uma das mais renomadas instituições de saúde pública, a médica chega a dizer que a FioCruz tem um pênis na porta e salas com imagens de Lula e Che Guevara, o que, obviamente, não passa de um delírio.  (Revista Fórum)


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