Na primeira denúncia Alexandre Lins pediu fotos sensuais da vítima
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Depois da turismóloga e servidora da Prefeitura de Presidente Figueiredo, Kamila Fernanda Alves de Almeida, de 30 anos, registrar Boletim de Ocorrência contra o ex-vereador secretário de Turismo do município, Alexandre Bezerra Lins, por assédio moral, novas denúncias surgiram e desta vez registradas na 37º Distrito Integrado de Polícia, no município da Região Metropolitana de Manaus.
De acordo com o Termo Circunstanciado de Ocorrência que o Fato Amazônico teve acesso, uma mulher de 34 anos, que terá o nome preservado, esteve na última segunda-feira dia 2, na delegacia de Presidente Figueiredo, onde disse ao delegado Valdinei Antonio Silva e a escrivã Blenda Miranda que desde meados de março deste ano seu chefe, Alexandre Bezerra Lins, passou a lhe mandar mensagens de Whatsapp.


Nas mensagens a vítima afirma que Alexandre Lins dizia que ela era bonita e começou a pedir fotos e vídeos seus. A moça garante que trabalhava como secretaria do acusado e temendo a perda do emprego, desconversava. Mas como não cedeu aos assédios do chefe foi transferida para o Parque do Urubuí, onde trabalha de segunda a segunda sem folgas.
A vítima afirma ainda, que foi proibida por Alexandre Lins de falar com a servidora Kamila Fernando que o denunciou por assédio moral na Delegacia da Mulher, em Manaus.
A outra vítima, que também terá o nome preservado, esteve no dia deste mês no 37º Distrito Integrado de Polícia, em Presidente Figueiredo para registrar que desde maio a setembro deste ano vem sendo assediada moralmente por seu chefe, o secretário de Turismo do município, o ex-vereador Alexandre Bezerra Lins.
De acordo com o registro na delegacia, nos dias 5 e 6 de agosto a mesma esteve à disposição do Tribunal Regional Eleitoral, mas ao entregar o documento a seu chefe, o mesmo não quis tomar conhecimento da declaração do TRE e mandou dar faltas a servidora e ainda determinou que ela trabalhasse de segunda a sexta no horário matutino.


No registro, a vítima diz acreditar que o assédio ocorre devido Alexandre Lins ter pedido a ela para mudar o município de votação e também trocar a foto do perfil do Whatsapp por uma fotografia de seu candidato ao governo do estado, mas como ela se negou atender o pedido está sendo perseguida.
Kamila denunciou primeiro
A denúncia de assédio moral veio à público no dia 4 do mês passado, quando o Fato Amazônico teve acesso a um Boletim de Ocorrência registrado no dia 22 de agosto, na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher, onde o acusado, que é ex-vereador e hoje secretário de Turismo no município de Presidente Figueiredo, Alexandre Lins.
De acordo com relatos da vítima no BO, que terá nome preservado para evitar represália, Alexandre Lins, tem pedido a ela fotos suas sensuais. A servidora informa ainda no boletim, que o fato vem se repetindo já há algum tempo.
Em uma das mensagens enviada via WhatsApp, Alexandre Lins diz: “Eu quero uma foto sua no banho bem sensual”. A servidora responde: “Eu acho que vc mandou a mensagem para a pessoa errada”.
O secretário de Turismo, não para por ai e ainda diz mais: “É para vc índia morena cor de jambo. Vc hoje dava uma capa de revista”.
Desabafo no Facebook
Me chamo Kamila Fernanda, estou vindo a público para prestar esclarecimentos de dúvidas no que diz respeito a denúncia de Assédio Moral registrado na Delegacia da Mulher em Manaus.
Me senti na obrigação de fazer esse registro como mecanismo de defesa, inclusive de futuras falsas acusações e visto que, de fato passei por diversas situações de Assédio Moral/Sexual por parte do meu chefe ao longo de 8 meses de forma que se tornou insuportável trabalhar diante de tanta pressão e mentiras sendo disseminadas a meu respeito, além de perseguição por parte de alguns servidores que compactuam com o mesmo por estarem sendo beneficiados de alguma forma.
Infelizmente este registro veio a público através da imprensa, causando pressão e represálias a minha pessoa desde a última segunda-feira (4) onde fui removida da administração da página da secretaria, de grupos de trabalho, e da escala de serviço, todas estas ações feitas sem antes haver qualquer tipo de diálogo para esclarecimento dos fatos entre eu e meu chefe. Além de ter que receber ligações de ameaçadoras de pessoas ligadas à ele mandando eu recuar com o registro de ocorrência e para que não venha tornar público os fatos e documentos com coisas do tipo” pense bem você é jovem e mãe de dois filhos” “ele é vingativo”!!
Ressalto que só defende o mesmo quem se beneficia de alguma forma e quem se cala é porque tem medo.

Estou muito triste pois por ser a parte mais “fraca”, mulher, sozinha, mãe de dois filhos, negra, pobre, dentre outros adjetivos precisei me submeter a estes 8 meses calada para me manter no emprego que eu preciso para sobreviver.
Triste também porque já trabalhei com outros políticos por quem tenho estima até hoje, cito: Vereadores Patrícia Lopes, Caranha, e nunca passei por nada parecido, que sempre me respeitaram e que sempre tive acesso aos lares dessas pessoas e que ainda assim nunca cometeram qualquer tipo de abuso.
Quero destacar que sou MULHER, POBRE E NEGRA com orgulho e não vou me calar a injustiça jamais, seja comigo ou com qualquer pessoa que passe pelo que eu estou passando.
Jamais vou vender minha dignidade por qualquer cargo que seja, não troco fotos sensuais ou qualquer coisa do tipo por favores políticos.
Não estou aqui para julgar e expor as pessoas, porém não mediram esforços em me expor ao ridículo e denegrir minha imagem tentando me culpar dos fatos.
E QUE MESMO ME SENTINDO AMEAÇADA VOU ATÉ O FIM DOA A QUEM DOER PROVAS, TENHO PROVAS SUFICIENTES!
Quero destacar também que o ocorrido não tem nada haver com a administração Romeiro Mendonça e Mário Abraão, pessoas por quem tenho grande estima e que com certeza não compactuarão com este tipo de conduta.
Por fim espero justiça, que as coisas se resolvam e que Deus esteja a frente de tudo.


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