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“O ministro Paulo Guedes demonstrou, uma vez mais, que desconhece a realidade do Amazonas. Nada justifica essa má vontade gratuita do ministro. Além de estarem assegurados pela Constituição, os incentivos destinados à Zona Franca de Manaus têm peso mínimo no total de gastos tributários”, reagiu o senador Eduardo Braga (MDB/AM), diante do novo ataque proferido pelo ministro da Economia ao modelo da ZFM.

Em palestra proferida nesta quinta-feira (05) para empresários e políticos em Fortaleza, Paulo Guedes disse que o modelo da Zona Franca “é ruim e custa bilhões em renúncia aos cofres da União”.  Eduardo Braga, que sempre foi uma das vozes mais firmes no Congresso Nacional em defesa da ZFM, apontou dados da própria Receita Federal para criticar o descaso e a falta de informação do ministro.

Desenvolvimento sustentável

Segundo dados encaminhados na última segunda-feira (02) ao Congresso, o governo federal vai abrir mão de R$ 331,18 bilhões de arrecadação em 2020 por conta de renúncias tributárias. Desse total, frisou o senador Eduardo, os incentivos destinados à ZFM não ultrapassam 8,64%. “O grosso dos incentivos – 50,83%- vai para o Sudeste, a região mais rica do país. Outros 14,59% vão para os Estados do Sul”, alertou.

Para o líder do MDB, o ministro da Economia deveria ter obrigação de saber que a Zona Franca de Manaus é o modelo de desenvolvimento regional mais sustentável e bem sucedido do Brasil. Os atrativos trouxeram para Manaus mais de 500 empresas, consolidando um dos maiores polos de produção nos segmentos de eletroeletrônica, duas rodas  e refrigerantes do país.

“Além de gerar renda e emprego para o Estado, a ZFM é responsável pela maior arrecadação federal do Norte”, ponderou o senador Eduardo. Ele lembrou que o Polo Industrial de Manaus também é fundamental para a preservação da floresta amazônica, por oferecer alternativas de trabalho e renda mais lucrativas que atividades predatórias.


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