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Veja – A Coreia do Norte lançou, nesta quarta-feira 31, dois mísseis balísticos de curto alcance, que percorreram cerca de 250 km sobre o Mar do Japão, informou um oficial do Estado-Maior Conjunto em Seul.

Os dois mísseis percorreram “cerca de 250 km a uns 30 km de altitude antes de cair no Mar do Leste” (Mar do Japão), segundo o oficial.

“Insistimos em que o lançamento de mísseis não contribui para baixar a tensão na península da Coreia e exortamos o Norte a se abster de tais atos”, declarou o Exército sul-coreano.

Não houve nenhuma declaração imediata da Coreia do Norte sobre o lançamento, que acontece seis dias depois de o líder Kim Jong Un supervisionar pessoalmente o disparo de dois mísseis, apesar de ter se encontrado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no mês passado.

Pyongyang e Washington estão engajados em um longo processo diplomático sobre os programas de armas nucleares e mísseis balísticos da Coreia do Norte, que incluiu três reuniões de alto nível entre seus líderes no período de um ano.

A Coreia do Norte desafiou anos de isolamento e sanções para desenvolver seu arsenal e não abandonou nenhuma de suas armas.

Kim e Trump concordaram em retomar as negociações nucleares durante seu encontro improvisado em junho, na Zona Desmilitarizada que divide a península, mas esse diálogo em nível de trabalho ainda não começou.

Pyongyang alertou que as negociações podem ser prejudicadas pela recusa de Washington e Seul de abandonar as manobras anuais entre suas forças.

Falando a repórteres na quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, não citou o lançamento, mas disse que as negociações “começarão em breve”.

‘Aviso solene’

Pyongyang disse que os lançamentos da última quinta-feira foram de “armas táticas guiadas” recém-criadas como uma “solene advertência aos belicistas sul-coreanos” sobre os planejados exercícios militares com os EUA.

Washington tem cerca de 30 mil soldados estacionados na Coreia do Sul para defendê-la de seu vizinho.

Os dispositivos disparados na quinta-feira foram amplamente descritos como mísseis balísticos, inclusive pelo Comando de Forças Combinadas EUA-Coreia do Sul e pelo governo de Seul, armasproibidas pelas resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre Pyongyang.

Mas Trump – que repetidamente divulgou seu relacionamento com Kim, cujo regime é amplamente acusado de abusos contra os direitos humanos – minimizou a linguagem belicista do Norte, dizendo que era um alerta para Seul e não para Washington.

“Ele não enviou um aviso para os Estados Unidos. Eles têm suas disputas, os dois têm suas disputas”, declarou Trump.

O Korea Times condenou o que chamou de “ignorância intencional” do presidente americano em um editorial na terça-feira, antes dos últimos lançamentos.

Trump “dá a impressão de que ele não se importa com os lançamentos de mísseis, desde que eles sejam de curto alcance e não ameacem os EUA”.

“Essa maneira de pensar é frustrante e perigosa”, acrescentou. “Acima de tudo, ele pode dar o sinal errado ao Norte de que os EUA não intervirão enquanto o território dos EUA não for alvejado. E os aliados dos EUA na Ásia?!”.


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