Foto: Claudio Heitor/Secom
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Cinco pacientes da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Estado do Amazonas (Hemoam) tocaram, na manhã desta segunda-feira (19/08), o Sino da Cura. O objeto simboliza a alta do tratamento quimioterápico contra a leucemia e será rotina a partir de agora na Fundação sempre que um paciente vencer uma fase da batalha ou a cura definitiva contra o câncer.

Foto: Claudio Heitor/Secom

O menino Natanael Cauassa, 7, foi um dos pequenos que estreou o Sino da Cura após três anos exatos do diagnóstico dele, no dia 19 de agosto de 2016. “Estou muito feliz e sempre acreditei que venceria”, disse o garoto, que agora só comparecerá ao Hemoam para acompanhamento e exames de rotina.

O pai dele, Lídimo Cauassa, relatou que na época as expectativas dos médicos eram mínimas, mas a fé do menino e da família era inabalável. “O médico disse que ele tinha 96% da doença no corpo dele e só 4% de vida. Então a gente entregou a vida dele nas mãos de Deus e acreditou que ele iria conseguir a cura. Exatamente três anos depois ele está tocando o Sino da Cura”, comemorou.

Para a médica hematologista pediatra e diretora do Hemoam, Socorro Sampaio, o sino é um estímulo que beneficia todos os pacientes. “Todos os pacientes, crianças, adultos, adolescentes, vão poder demonstrar o que é ficar curado, que terminaram a quimioterapia. Tocar o sino vira uma meta para eles”, avaliou a diretora.

Diversos hospitais no país e no mundo já utilizam sinos ou instrumentos sonoros para representar a cura ou o fim de um tratamento.  Esses instrumentos já apresentam resultados positivos, ao estimular a esperança de superação da doença.

Foto: Claudio Heitor/Secom

“A leucemia sempre é vista como uma fantasia de morte, mas com o sino, a gente fala que existe esperança, sim. Parece uma coisa banal, mas não é. O paciente já fica com aquele pensamento que irá bater aquele sino um dia”, acrescentou a gerente médica do Hemoam, Suênia Araújo.

O Hemoam trata atualmente pelo menos 600 casos de câncer no sangue. Os pacientes ficam em uma média de três anos em tratamento, no qual a quimioterapia é a principal alternativa. Jessica Brenda, 26, recebeu alta e também estreou o sino nesta segunda-feira, depois de três anos e meio de tratamento.

“Para mim é libertador, porque agora eu só preciso vir ao Hemoam de dois em dois meses para acompanhamento. É libertador porque não vou mais fazer quimioterapia, medicações fortes, essas coisas”, disse Jéssica.


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