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Alunos da Escola Municipal São José 1, localizada na comunidade Nossa Senhora do Livramento, no Tarumãzinho, zona Rural Ribeirinha, participaram ontem, terça-feira, (28/08), do primeiro Concurso e Exposição Procurumim de Robótica, que teve como tema “Meu robô de sucata”. Participaram do evento 23 estudantes, dos 150 alunos que fazem parte do Projeto do Clube de Linguagem e Programação e Robótica (Procurumim), da Prefeitura de Manaus, coordenado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Ao longo das últimas semanas, os estudantes desenvolveram projetos de robótica com o auxílio dos professores e que foram expostos no evento. Ao final da feira, foram selecionados os trabalhos dos alunos Janderson Serafim Meira, 9, que desenvolveu o robô guerreiro; Jaqueline Brito Gomes, 9, que montou o robô do futuro; Paulo Emanuel Ferreira Santos, 7, que produziu o robô curumim e Agatha Pietra Ferreira, 7, com robô cunhantã. Os trabalhos selecionados vão participar no final do ano de uma exposição com outras escolas do projeto Procurumim.

A escolha dos quatro projetos foi feita por uma equipe da Gerência de Tecnologia Educacional (GTE), da Semed e pelo professor do departamento de Física, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Elio Molisani. A unidade de ensino faz parte do Projeto Procurumim, que tem suporte do projeto “Letramento em programação”, uma parceria da Semed, Ufam e Instituto Ayrton Senna (IAS).

Para o coordenador do Telecentro, Paulo Gravata, o concurso mostrou a criatividade dos alunos da comunidade sobre a temática, além de usar materiais recicláveis. Segundo ele, a atividade mostrou o potencial das crianças da zona rural.

“É importante esse feito na escola com as crianças e também com a participação de toda família. A robótica é uma atividade nova, sendo nossas crianças, na zona ribeirinha, pioneiras nesse sentido. Isso vai favorecer o futuro delas, porque tudo hoje em dia está voltado para questão da tecnologia”, explicou.

O formador do GTE da Semed, Manoel de Jesus Pereira, foi um dos avaliadores dos projetos apresentados. Ele se disse impressionado com a criatividade dos alunos da comunidade.  “Foram escolhidos quatro robôs, onde se tem uma ideia daquilo que foi colocado pelo nossa gerência. Tivemos algumas criações bastante interessantes apresentadas, foi muito bom”, comentou.

O professor do departamento de Física da Ufam, Elio Molisani, destacou a realização do concurso com os alunos de uma comunidade bem distante e a importância da inclusão digital nesse sentido.

“O mais importante aqui é trazer um pouco  dessa aprendizagem criativa, usar esses materiais recicláveis, colocar conscientização para esses alunos e trazer junto com isso o pensamento computacional. Essa proposta se une ao raciocínio lógico é essa diversidade de materiais para produção de algo novo e inovador”, destacou.


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