No sábado os praças nada satisfeitos com Amazonino (no detalhe) estiveram reunidos e decidiram para deflagrar a "Operação Defesa"
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A promoção de 11 tenentes-coronéis ao posto de coronel da Polícia Militar, publicada no Diário Oficial do Amazonas, segunda-feira, 26, com assinatura do governador Amazonino Mendes, elevou o pesado e sombrio clima de insatisfação gerado no seio da tropa cujo desfecho pode culminar com a explosão de uma paralisação geral de consequências imprevisíveis à segurança no Amazonas prevista para o mês de março.

Um grupo de tenentes coronéis mais antigo da corporação foram preteridos pelo governo do estado e, como consequência, pode ser transferido para reserva sem terem alcançado o status de coronel ainda no serviço ativo.

A promoção de Antônio Júnior de Souza Brandão, o irmão do comandante geral da Polícia Militar (Pamam), coronel David Brandão, não só causou estupefação à tropa mas sobretudo, um caldeirão de indignação e de revolta à família, amigos, superiores e subordinados de 11 tenentes coronéis preteridos.

Antônio Júnior de Souza Brandão, segundo informação obtida com as mais altas patentes da Policial Militar, não cumpriu o interstício mínimo necessário para a ascensão ao posto de coronel.

E como se diz no jargão militar, o irmão do comandante geral, o mais recruta no posto de tenente coronel, deu carona (ou cangalha) em 11 tenentes coronéis aptos à promoção.

Praças revoltados na PM

Mas não foi apenas oficiais que ficaram revoltados com a maneira como o governador Amazonino Mendes vem tratando a Polícia Militar.

Os praças que no último sábado (24) reunidos em assembleia geral deliberaram pela deflagração da “Operação Defesa”, que prevê, de imediato, “produtividade zero” para toda corporação policial militar também ficaram revoltados, principalmente pela quantidade de promoções dada aos oficiais.

A essência da operação é assegurar, pacificamente, às promoções ao policial militar e Bombeiros, previstas na Lei Estadual 4.044/2014, que o governo ignora, irresponsavelmente.

Revoltados com o tratamento de Amazonino, as associações distribuíram nas redes sociais convocação aos soldados, cabos, sargentos, subtenentes e oficiais da Polícia e Corpo de Bombeiros Militares, da ativa e da reserva com suas esposas e filhos, para estar na audiência pública de quinta-feira, às 09:00h da manhã, na Assembleia Legislativa.

Desde ontem (26) os presidentes das associações já estão visitando todas as OPM’s para dar apoio à “Operação Defesa”.

Para tentar barrar a ida dos policiais a Assembleia, o governo, entretanto, em menos de 24 horas, representado pelo comando da Polícia Militar, reagiu autoritariamente e, com o emprego de toda a sua capacidade ofensiva, determinou que as Companhias convoquem o efetivo policial militar para uma formatura geral marcada para o dia 1º de março.


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