U.S. President Donald Trump walks on the South Lawn of the White House upon his return from Bedminster, New Jersey, to Washington, U.S., August 19, 2018. REUTERS/Yuri Gripas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta quarta-feira (17/10), a agência de notícias “Associated Press” (AP) e a classificou como “fake news” (notícias falsas), após o veículo ter divulgado uma entrevista com o governante no dia anterior.

“O título da ‘AP’ foi muito diferente da minha citação e do significado no contexto. Eles não conseguem evitar. Notícias falsas”, afirmou Trump no Twitter, sem dar mais detalhes ao que se referia.

Depois da entrevista, a agência publicou várias notícias, incluindo uma na qual o título indica que Trump criticou “a pressa para condenar os sauditas”. A afirmação diz respeito ao caso do jornalista saudita Jamal Khashoggi, que está desaparecido desde 2 de outubro, quando entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul para buscar documentos e nunca mais saiu.

Outra das respostas de Trump que mais repercutiram em outros veículos da imprensa foi a decisão de manter a postura sobre ter chamado a atriz pornô Stormy Daniels, com a qual trava uma batalha judicial, de “cara de cavalo”.

“Quer saber? Pode interpretar como quiser”, disse Trump ao ser questionado se é apropriado que um presidente insulte uma mulher dessa maneira.

Trump também comparou as acusações à Arábia Saudita com as que foram feitas ao seu indicado à Suprema Corte, o juiz Brett Kavanaugh, ao longo do processo para a aprovação do Senado.

Na resposta, Trump defendeu a presunção de inocência “até que se prove o contrário” e lembrou o caso do magistrado, que foi acusado publicamente de assédio sexual por três mulheres.

“Acabamos de passar por isso com o juiz Kavanaugh, e ele era inocente até onde eu sei”, declarou o presidente americano.

Depois do tweet crítico de Trump, a “AP” decidiu publicar a transcrição completa da entrevista, com a maioria as perguntas e respostas à disposição, exceto as que foram feitas em ‘off’, sem gravação.

Desde que chegou ao poder, Trump criticou abertamente grande parte dos veículos de imprensa americanos, especialmente os jornais “The Washington Post” e “The New York Times” e a rede de televisão “CNN”, ao dizer que todos disseminam “notícias falsas”. (EFE)